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Cortejado por PT e PSDB, Quércia faz mistério sobre apoio para eleições 2008

Folhapress
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Brasília - Cortejado pelo PT e PMDB de São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) faz mistério sobre quem ganhará seu apoio nas eleições municipais. Em Brasília hoje, Quércia se reuniu discretamente com o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP). Para peemedebistas, a tendência é a de Quércia fechar a aliança com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

De acordo com parlamentares que acompanham as negociações, Quércia tem mais afinidades com Alckmin do que com a ministra Marta Suplicy (Turismo) - nome colocado pelo PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo. No entanto, a idéia é só anunciar a possível parceria no último momento - em maio ou junho. Para os peemedebistas, apesar de haver uma orientação do comando nacional da legenda para que as alianças sejam negociadas entre os partidos da base de apoio a Lula, há situações específicas, como no caso de São Paulo, que os entendimentos anteriores devem superar as articulações visando 2010.

Responsável por ter um amplo tempo no horário gratuito de rádio e televisão, Quércia passou a ser procurado por petistas e tucanos. O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), chegou a confirmar que a negociação com o ex-governador - que indicaria um vice para compor chapa com Marta Suplicy.

Quércia examina a hipótese de substituir os convites a vice-prefeito - seja para Alckmin ou Marta - para disputar as eleições ao Senado em 2010. Paralelamente, o PSDB vai tentar levar o nome de Alckmin como candidato único do partido nas eleições à Prefeitura de São Paulo, mesmo com o grupo do governador José Serra (SP) defendendo o apoio a uma eventual aliança com o DEM, tendo como cabeça de chapa o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM).

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