Washington - Num discurso em que disse que a permanência das tropas no Iraque é uma “responsabilidade moral” dos EUA, mas marcou diferenças em relação a George W. Bush com um aceno ao multilateralismo, o senador John McCain, virtual candidato republicano à Casa Branca, defendeu que o Brasil e a Índia ingressem no G-8.
O chamado à inclusão dos dois países envolveu um duro questionamento das credenciais democráticas e do “perigoso revanchismo” da Rússia, que compõe o G-8 ao lado dos sete países mais industrializados do Ocidente.
“Poderíamos começar propondo que o G-8 se torne de novo um clube de democracias de mercado: deveria incluir Brasil e Índia, mas excluir a Rússia”, disse McCain ontem. Sobre a China, disse que, enquanto não houver abertura política no país, a relação com os EUA será baseada em “interesses comuns e não em valores comuns”.
O republicano enfatizou as alianças com democracias emergentes e disse que o continente americano deve ser um modelo das relações entre os hemisférios norte e sul. “Relações com nossos vizinhos do sul devem ser regidas pelo respeito mútuo, não por um impulso imperial ou por demagogia antiamericana.”
Hillary
Hillary Clinton já reconheceu que não tem mais chances de ser a indicada à sucessão presidencial nos EUA pelo Partido Democrata e por isso aumentou nos últimos dias - e aumentará cada vez mais nos próximos - o tom dos ataques ao provável escolhido, Barack Obama.
A idéia é enfraquecer o senador ante a opinião pública para que o republicano John McCain vença em novembro. Segundo o raciocínio, com a derrota de Obama nas urnas e pela idade do candidato da situação, que terá 72 anos e será o político mais velho a assumir a Casa Branca na história dos EUA caso vença, Hillary voltaria à disputa já em 2012, dessa vez como a favoarita. Se Obama ganhar, ele seria o candidato natural do partido à reeleição.