São Paulo - O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), usado para calcular os reajustes de aluguéis, subiu 0,74% em março, após ter ficado em 0,53% em fevereiro, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De janeiro a março deste ano, o IGP-M acumula alta de 2,38%. Em 12 meses, a alta acumulada está em 9,10%. O Índice de Preços por Atacado (IPA) variou 0,96%, ante 0,64% no mês anterior.
O índice relativo aos Bens Finais variou 0,12%, em março, após alta de 0,63%. Excluindo-se os subgrupos alimentos “in natura” e combustíveis, o índice registrou variação de 0,21%, contra taxa anterior de 0,28%. O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 1,06%, após ter variado 1,01% em fevereiro, puxado principalmente pela variação no subgrupo materiais e componentes para a construção, que registrou acréscimo em sua taxa de variação de 0,60% para 1,23%. No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 1,80%, em março.
No mês anterior, o índice registrou elevação de 0,12%. Os itens tomate (de deflação de 16,19% para alta de 33,33%), milho (-11,00% para -2,59%) e aves (-9,51% para -4,22%) explicam boa parte da aceleração do grupo. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, apresentou variação de 0,19%, em março, após alta de 0,26% em fevereiro. Seis das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimos em suas taxas de variação.
As principais contribuições no sentido de queda partiram dos grupos Alimentação (0,21% para -0,02%) e Educação, Leitura e Recreação (1,06% para 0,52%). Encontram-se também em desaceleração os grupos Saúde e Cuidados Pessoais, Despesas Diversas, Vestuário e Transportes.