Bairros

Restam 8% da mata nativa em Bauru

Da Redação
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O Código Florestal estipula que pelo menos 20% da mata nativa devem ser mantidos conservados, mas no município de Bauru este índice é muito inferior: Mapa elaborado pelo Instituto Florestal, feito a pedido da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), revela que 91,16% da mata original de Bauru foram cortados. Ou seja, restam apenas 8,84% da vegetação nativa.

O mapa, elaborado a partir de imagens de satélite, foi apresentado durante workshop realizado ontem pela Semma no Centro de Educação Ambiental do Zoológico de Bauru, do qual participaram especialistas da área ambiental. Eles estão empenhados em elaborar uma estratégia municipal para a conservação dos fragmentos florestais restantes.

A idéia é usar o mapa dos remanescentes florestais para monitorar a cobertura florestal de Bauru. Entre os participantes do workshop estavam representantes da Semma, do Instituto Florestal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), do Jardim Botânico, do Zoológico Municipal, da Associação de Recuperação Florestal e Ecológica da Região de Bauru (Aciflora), do Viveiro Mudas Brasil, do Instituto Vidágua e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

Em Bauru restam 5.958,55 hectares de cobertura vegetal nativa, 8,84% da cobertura original, mostra o mapa do Instituto Florestal. Desse total, 921,43 hectares são de mata (1,37%); 1.744,93 hectares de capoeira (2,59%); 2.429,04 hectares de cerrado (3,6%); 836,82 hectares de cerradão (1,24%); 18,68 hectares de vegetação de várzea (0,03%) e outros 7,65 hectares de vegetação não classificada (0,01%).

Na área rural, mais de 43 mil hectares hoje estão cobertos com pastagens. O reflorestamento - plantios de pinus e eucalipto - ocupa 3.045,10 hectares, cerca de 4,52% da área total do município. Ao todo são 254 fragmentos, sendo 134 com menos de 10 hectares, 50 entre 10 e 20 hectares, 50 entre 20 e 50 hectares, 11 entre 50 a 100 hectares, 7 entre 100 a 200 hectares e 2 com mais de 200 hectares. Um hectare equivale a uma área de 10 mil metros quadrados.

Entre as estratégias que foram discutidas incluem a criação de novas unidades de conservação, a implementação do plano de manejo das unidades já existentes, a averbação de reservas legais, o combate ao desmatamento ilegal, a formação de corredores ecológicos através da recuperação das matas ciliares e pesquisas científicas para identificação de espécies da fauna e da flora.

Cerca de 19 áreas foram consideradas prioritárias para conservação. Entre elas está a Floresta Urbana do Água Comprida, de propriedade particular e que é de interesse de loteador para a construção de residendial. Um pedido para a criação de um parque estadual neste local foi entregue no mês passado pelo titular da Semma, Rodrigo Agostinho, ao secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, que ainda está avaliando a proposta.

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