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Mulheres são 57,7% do total de desempregados

Por Pedro Soares | Folhapress
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Rio - A taxa de desemprego das principais metrópoles do País subiu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro e atingiu 8,7%. O movimento é normal para tal período do ano, e a tendência deve se manter nos próximos meses, prevê o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro, a taxa havia sido de 8%. Em dezembro, ficara em 7,4%.

Além de estimar a taxa de desemprego, o IBGE também traçou um perfil dos desocupados e constatou que a maioria é composta por mulheres - 57,7% do total de 2 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. Menos inseridas no mercado, as mulheres, em geral, podem ficar mais tempo a procura de trabalho e rejeitar algumas propostas, pois, em sua maioria, não são chefes de família.

Pelos dados do instituto, o desemprego é um problema maior entre os jovens. Do total de desempregados, 36,8% tinham de 18 a 24 anos, faixa etária, em geral, na qual se consegue o primeiro emprego. Percentualmente, porém, o contingente de desempregados era maior em fevereiro na faixa de 25 a 49 anos - 47,6%, mas essa faixa correspondia à maioria das pessoas ocupadas - 63,5% do total. Só 6,6% das pessoas com 50 anos ou mais que permaneciam no mercado estavam desocupadas.

Segundo o IBGE, os homens representavam, em fevereiro, 55,9% da população ocupada. As mulheres eram 44,1%.

O IBGE também pesquisa a jornada da população e o tempo no emprego. Em média, 50,8% dos ocupados cumpriam jornada de até 44 horas semanais, teto estabelecido pela CLT. Outros 31,2% trabalhavam mais do que 45 horas semanais.

Segundo o IBGE, 68,6% dos ocupados tinham o emprego atual havia pelo menos dois anos. Outros 18,2% estavam no trabalho havia menos de um ano.

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