Regional

Jaú resolve lotação em cadeia feminina

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A superpopulação carcerária feminina na microrregião de Jaú (47 quilômetros de Bauru) não é mais problema. A Delegacia Seccional de Jaú transformou a carceragem de Bariri, usada como cadeia masculina, para feminina. Com a mudança, a Seccional ganhou 26 novas vagas e passou a contar com duas cadeias femininas ao invés de uma.

Na última quarta-feira, a Cadeia Feminina de Dois Córregos, que há dois meses chegou a ter 65 presas, com capacidade para 38, estava com 39 presas e a de Bariri, com capacidade para 26, estava com 25, portanto, com uma vaga.

A porta de entrada das presas da microrregião de Jaú continua sendo Dois Córregos, explica o titular da Seccional, Antônio Carlos Piccino Filho. “Nós decidimos que em Bariri a lotação máxima será de 26. Portanto, só quando sair uma é que pode entrar outra presa”.

Para Piccino Filho, ao se equacionar os problemas com a população carcerária masculina, solucionou-se também os da feminina. “Em dezembro, a Cadeia de Barra (masculina) chegou a ter 110 presos. Houve uma retirada maciça de presos, quase 100. Os detentos foram distribuídos no sistema. Foram para o CDP de Araraquara e Bauru.”

A transferência de presos diminui a população carcerária da Barra. “Desde então temos a inclusão automática de 10 presos no CDP de Bauru e mais ou menos de 20 presos/mês no CR de Jaú. A população carcerária da Barra baixou para 12 ou 13 presos. Transferi os presos que estavam em Bariri para lá. Esta semana tinha 30 presos.”

Para manter as cadeias femininas no limite ou abaixo dele, a Seccional de Jaú tem conseguido vagas no sistema. “Conseguimos transferir para o CR de Araraquara. Esta semana foram três presas para lá, todas condenadas.”

Piccino Filho comenta que a grande maioria das presas é autuada por tráfico de entorpecentes. “Tivemos muitas prisões na época em que a Cadeia de Barra Bonita estava superlotada. Elas vinham fazer visita e eram presas com entorpecentes que traziam para o companheiro.”

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Chuveiro quente em Avaí

Avaí - A Cadeia Feminina de Avaí (39 quilômetros de Bauru) já tem chuveiro quente para atender uma reivindicação das 75 presas. Os chuveiros foram adquiridos pela Delegacia Seccional, que contou com a parceria da prefeitura para a instalação, segundo informou o delegado seccional de Bauru, Donizete José Pinezi.

Ele adiantou que a cadeia de Avaí, com capacidade para até 100 presas, está com uma população carcerária de 75. Além dos chuveiros, receberá, em breve, os vasos sanitários. “Como a cadeia era masculina tinha só ‘boi’. Todos serão substituídos por vasos, para conforto das presas.”

A antiga cela especial do presídio masculino foi transformada em um ambulatório. “Um médico vai atender diariamente as presas.”

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