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Instalação de fábrica da Furp em Bauru está cada vez mais difícil

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Anunciado em 2005, o plano de ter em Bauru uma unidade da Fundação de Remédio Popular (Furp), que fabrica e distribui medicamentos para o Governo do Estado, está suspenso. Na verdade, retrocedeu. De acordo com Ricardo Oliva, superintendente da Furp, o investimento necessário para implantar uma fábrica na cidade é alto e inviabiliza o projeto.

A intenção da empresa na cidade era de implantar uma área produtiva de insumos ou biotecnologia. “Porém, os estudos demonstraram que esta possibilidade do ponto de vista empresarial é uma atividade de risco. Ou seja, você precisa dispor de capital para investir numa atividade que eventualmente não te dê resultados e, portanto, não fizemos estes investimentos”, explica Oliva.

Investir dinheiro público em uma empresa que pode não dar o resultado desejado a curto prazo é um dos empecilhos para a instalação a unidade em Bauru. Para o superintendente, as limitações de investimento de capital de uma empresa pública foi determinante para que o plano fosse interrompido.

“Uma empresa privada pode investir esse capital de risco e em seguida obter de volta mediante o valor pago pelos seus produtos. Ela pode cobrar a mais. E pode obter retorno muitos anos depois. Na pública, é muito diferente. Aplicar capital de risco significa tirar dinheiro de hoje da assistência para investir numa coisa potencialmente possível de se realizar no futuro. E isso é muito difícil”, pondera.

Por conta da possibilidade da instalação da Furp em Bauru, uma área foi doada à Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (Funcraf) pela empresa Agroquisa - Agroquímica Industrial Ltda, do Grupo Boehringer. Mas Oliva é enfático. “Vamos continuar a discutir, avaliar possibilidades, mas aquela do final de 2005, demos um passo atrás. Vamos continuar a discutir, para caminhar essa parceria de Centrinho, Secretaria de Estado da Saúde, Furp em um processo inovador na região”.

A Furp possui unidades em Guarulhos e Américo Brasiliense e busca aumentar a produção para tender o Governo do Estado e os municípios. De acordo com o superintendente, outra meta da empresa pública é a melhoria da qualidade da assistência farmacêutica.

“Nossa meta é o uso racional de medicamentos para a farmacovigilância e para que a assistência farmacêutica seja parte integrante da atividade de saúde e não somente entregar o remédio na mão da pessoa”, avalia.

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