São 7h15 da manhã e acabei de ler meu JC, hábito de muitos anos, não consigo sair de casa sem ler ao menos as manchetes principais. Na página n.º 2 de hoje, duas pessoas discorrem sobre o mesmo assunto, ambos de forma magistral falam sobre o Tibete, que está sob domínio chinês desde 1950, sendo que o líder tibetano conseguiu asilo na Índia, e de lá tenta, todo esse tempo, manter em seu povo a garra para que, ao menos seus espíritos, não sejam subjugados pelos chineses. E ambos falam sobre o poder econômico e bélico da China diante de um pequeno e pacífico país. Então, me ocorreu que o ser humano é sem dúvida o pior espécime que existe neste lindo planeta.
Observando a natureza, no mundo animal, os animais matam para se alimentar, e matam-se também por questões territoriais, mas não como o fazem os humanos (ditos racionais). Estes cometem as piores barbáries contra seus semelhantes para se apoderar de seus pertences. Ou seja, isso é um roubo, ou melhor, um latrocínio.
Imagine, se eu porque quero ter o que o meu vizinho ao lado tem, invado sua casa, e mediante uso de força e violência extrema fico com tudo que é seu! Isto é considerado um crime, não é? Então, por que o mundo se cala diante de um crime de tão maiores proporções que esse? Como descrevem os dois artigos que li, pelo poder econômico e político do invasor! Ou seja, o Tibete, o Afeganistão e tantos outros pequenos países perdidos neste lindo planeta (apesar de tudo a Terra é linda!), são meros mosquitinhos diante das grandes nações!
Então me ocorreu que, se formos parar para pensar, todos nós colaboramos para que as coisas se perpetuem como são. À medida que tenho em minha casa tantas “quinquilharias” de “última geração” que nos enchem os olhos pela qualidade e preço incomparáveis, estamos ajudando-os a serem cada vez mais fortes e poderosos. Não chegará o dia em que eles virarão seus olhos e suas garras para nós? Talvez seja essa a maneira de “negociar” a liberdade de um povo pacífico como os tibetanos. Deixando um pouco esse consumismo desenfreado que move a grande maioria das pessoas, como se ter tantas bugigangas fosse nos fazer mais felizes na vida!
Com isso estaríamos ajudando também as indústrias nacionais, que devem penar muito com essas concorrências tão desleais (em relação a preço). Sem rancor e nem fobias, vou tentar fazer minha mísera contribuição, não consumindo mais tantas baboseiras importadas pois não preciso disso para viver. Toda vez que me encantar e ficar tentada com essas “tralhas magníficas”, me lembrarei que meus semelhantes daquele pequeno país (e outros afins), estão sendo amarrados e amordaçados (coisas que não faço com minha cachorrinha), para que a China “engorde” cada vez mais!
Magali Martiniak Teixeira - RG 9.710.238