Bairros

Período de transição deve ser realizado com cautela

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

O período de transição por que começa passar a Associação das Entidades Assistenciais e Promoção Social de Bauru é complicado, afirma a professora e pesquisadora Ana Lúcia Jansen de Mello de Santana, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre o Terceiro Setor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Ela explica que durante esse processo de profissionalização a associação fica sujeita a cair em armadilhas de pessoas que se dizem capazes de solucionar os problemas da entidade. De acordo com ela, no mercado existem profissionais especializadas em criar dificuldades para vender facilidades dentro dessas associações.

A coordenadora recomenda que a contratação de profissionais para representar essas associações em contatos com empresas privados e entidades públicas deva ser feita de forma cautelosa. Santana explica que existe hoje uma verdadeira disputa entre as entidades para conseguir mais dinheiro por meio de projetos. “Os recursos, mesmo que finitos, estão aí, nos editais e nas empresas, apenas aguardando bons projetos”, avisa.

Por isso, recomenda Santana, as pessoas que atuam no ambientes dessas organizações do terceiro setor sem fins lucrativos devem estar focados na responsabilidade social e na seriedade de suas ações.

Para a pesquisadora, essas instituições têm de estar imbuídas da missão social, o que difere da criação de uma empresa, que inclui contratação de pessoas para fazerem a produção de um bem e da prestação de um serviço de forma lucrativa e encerramento das suas atividades, o que resulta em demissão de empregados, balanço e obtenção de lucros.

Por fim, Santana lembra que nas décadas passadas a gerência nessas organizações não era bem aceita. Hoje, a abordagem estratégica ocupa parte central na administração das entidades. “Planejamento estratégico, objetivos, metas e resultados que haviam sido banidos do vocabulário dessas entidades no passado voltaram a ser palavras de ordem”, completa.

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Voluntários profissionais

Apesar de contar com centenas de voluntários atuando em diversas entidades e dando apoio nos mais variados eventos, o presidente da Associação das Entidades Assistenciais e de Promoção Social de Bauru, Paulo Canalli, quer montar um central de voluntários profissionais.

De acordo com o presidente, Bauru possui um grande número de pessoas com vasto conhecimento em todas as áreas e que a associação irá precisar de auxílio. “São pessoas que durante toda a sua vida trabalharam em grandes empresa, bancos, estatais e que hoje estão em casa com seu tempo ocioso”, explica.

Canalli espera contar com a experiência que essas pessoas adquiriram durante toda a sua vida de trabalho para contribuírem com a associação. De acordo com ele, a instituição precisa e muito de profissionais técnicos que possam realizar pequenos serviços para entidade.

“Às vezes, a falta de um eletricista voluntário faz com as entidades gastem dinheiro que poderia ser empregado em melhorar o atendimento das pessoas assistidas”, exemplifica.

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