Belo Horizonte - Os filiados do PT de Belo Horizonte devem aprovar hojeem votação a aliança eleitoral com o governador Aécio Neves (PSDB) para a prefeitura da capital mineira.
Descontentes com as articulações do prefeito Fernando Pimentel (PT), os ministros petistas Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) não pretendem comparecer para votar.
A aliança articulada por Aécio e Pimentel defende que o candidato a prefeito deve ser de um partido neutro, o PSB.
O cotado é Márcio Lacerda, secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Minas. Interlocutores de Patrus, o deputado estadual André Quintão e o vereador Arnaldo Godoy disseram que não comparecerão à votação e que o ministro também não irá.
A assessoria de Patrus em Brasília diz que ele tem compromissos no ministério no fim de semana. Godoy disse que a ala de Patrus não irá votar porque “não tem entusiasmo”, mas ele acredita que a tese de Pimentel será aprovada: “O processo está definido. Nós não lançamos chapa e não vamos fazer oposição. Vamos acatar o processo”. Dulci esteve na sexta-feira no Panamá.
Segundo sua assessoria, ele deve retornar neste fim de semana, mas não agendou viagem para a Capital mineira.
A ala de Patrus deverá divulgar um documento amanhã explicando os motivos de não comparecer à votação e, segundo Godoy, Dulci também assinaria o documento.
Dulci defendia uma candidatura petista, mas não veio a público se manifestar.
Patrus aceitava um tucano como vice do PT. Depois aceitou o nome neutro, mas criticou a falta de “discussão programática” e a “imposição” de Lacerda.
Chapas
Dos 7.000 filiados ao PT-BH, cerca de 4.000 estão aptos a votar entre a chapa de Pimentel ou a do ex-deputado estadual Rogério Correia, que prega candidatura própria sem coligação com o PSDB.
A votação irá até as 17h e a apuração será à noite. A tese vitoriosa hoje indicará a maioria dos delegados. Mas a aliança, se vencer, ainda terá que ser aprovada pelas executivas estadual e nacional do PT.
Na quarta, Pimentel irá explicar os objetivos da aliança à Executiva Nacional e ao presidente Lula. Aliado a Aécio, Pimentel se fortalece cada vez mais à disputa ao governo de Minas em 2010.