Em resposta à carta do missivista Roberto Braga, publicada na edição de ontem do conceituado JC, garanto que o médico e deputado Pedro Tobias, ao contrário do que o leitor afirmara, sempre foi e continuará sendo um autêntico defensor de constantes melhorias na saúde pública e dos pacientes conveniados ao SUS. Prova disso foi sua incansável luta pela conclusão do Hospital Estadual Bauru, que presta atendimento gratuito e de qualidade diariamente a milhares de pessoas carentes de toda a nossa região. Sei também que a mesma conduta ética e de espírito público são demonstrados pelo deputado Pedro Tobias em relação ao trabalho do Ministério Público, pois o parlamentar é um porta-voz e defensor das causas do MP na Assembléia Legislativa e seus integrantes sabem disso. E é exatamente por conhecer profundamente a realidade dos problemas existentes na área da saúde e buscar solucioná-los de forma sensata que o médico e deputado Pedro Tobias sentiu-se no direito de questionar a verdadeira “indústria de liminares” que está concedida contra o erário público e que, na verdade, prejudica a população mais carente, que raramente procura o MP, pois, na maioria das vezes, quem recorre a esse expediente são pessoas que possuem bons convênios médicos ou até clientes particulares.
É prudente informar o senhor Roberto Braga que somente no ano passado, em 2007, o governo do Estado investiu mais de R$ 300 milhões na compra de medicamentos para serem distribuídos aos pacientes, sendo que 30% deste valor foram aplicados no cumprimento de liminares judiciais que acabaram beneficiando quase sempre pacientes não-carentes, ou seja, privilegiando alguns em detrimento da grande maioria e desrespeitando os princípios da universalidade, integralidade e eqüidade tão apregoados pelo SUS. É importante ressaltar ainda que o Estado não fabrica dinheiro, o mesmo que é resultado do pagamento de impostos de toda a sociedade e, portanto, não pertence ao governador, ao deputado ou ao promotor. Diante disso, deve prevalecer o interesse público e não apenas de pequenos grupos privilegiados que, em nome do interesse coletivo, usam e abusam do SUS. O parlamentar reconhece o importante trabalho desenvolvido pelo MP, mas apenas pede bom senso de alguns integrantes do conceituado órgão, que às vezes ultrapassam os limites da fiscalização.
Benedito Domingues da Silva -RG 4.910.914-5