São Paulo - A defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá prepara uma lista de suspeitos para a polícia, sob argumento de que outras pessoas devem ser investigadas pela morte de Isabella.
“O Alexandre comentou acerca de alguns nomes, e esses nomes serão levados ao conhecimento da autoridade policial”, explicou Marco Polo Levorin, um dos advogados do casal. “Não vou informar nem quantas pessoas há na lista nem quem são, mas vamos fazer um documento e entregar à polícia.” Ao sair do 77.º DP (Santa Cecília), onde Nardoni está preso, Levorin esclareceu que esses supostos desafetos do pai de Isabella não são moradores do edifício London, onde ocorreu o crime.
A polícia optou por não continuar a tomar os depoimentos dos pais e da madrasta de Isabella ontem. Segundo o delegado Calixto Calil Filho, titular do 9.º Distrito Policial (Carandiru), os trabalhos de ontem se restringiram à perícia da Polícia Científica.
Vizinhos de quatro apartamentos do edifício London, onde o casal mora, falaram com a polícia até agora - o prédio tem 18 de seus 48 apartamentos ocupados. Moradores do 5.º e do 7.º andares ainda não foram ouvidos e podem ser testemunhas importantes, pois o crime ocorreu no 6.º andar.
Nova perícia
Peritos do Instituto de Criminalística e o promotor Francisco José Taddei Cembranelli, que investiga a morte de Isabella estiveram ontem no prédio da Rua Santa Leocádia, onde a menina morreu, no último sábado. Três peritos foram ao local com o objetivo de verificar se um ladrão ou desafeto da família teria ou não condições para invadir o prédio, jogar a menina pela janela e sair sem ser percebido pelo porteiro ou por moradores. Essa foi a quarta vez que peritos analisaram o local.
Os peritos mediram a altura dos muros e da cerca elétrica e tiraram fotos de locais que poderiam ser invadidos. Também analisaram a quadra esportiva que fica nos fundos do edifício. Um perito, que pediu para não ser identificado, afirmou não acreditar que o prédio tenha sido invadido, com base na análise inicial feita entre 11h30 e 13h de hoje. Contudo, os dados colhidos ainda devem ser estudados no Instituto de Criminalística.