Internacional

França espera resposta das Farc

Por Folhapress | Com Redação
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Bogota - A França continua a esperar uma resposta das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que a missão humanitária enviada pela França possa chegar até a refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, afirmou ontem o chanceler francês, Bernard Kouchner.

Mais cedo, Kouchner afirmou que o presidente Nicolas Sarkozy está pronto para viajar para a fronteira da Colômbia com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se isso puder ajudar a libertar Betancourt. “Se houver uma esperança, Chávez e Sarkozy irão encontrar Betancourt na fronteira”, disse Kouchner. “As Farc devem responder, nós esperamos”, afirmou.

“No momento, estamos tratando, tratando, tratando, não há outra solução”, afirmou. Rodrigo Grande, considerado o “chanceler” das Farc, afirmou que não faria libertação de reféns sem a troca por guerrilheiros presos, em um comunicado divulgado ontem.

Colombianos vão às ruas

Dezenas de milhares de pessoas, segundo a polícia e os organizadores, se manifestaram ontem nas ruas das grandes cidades colombianas em apoio à libertação de Ingrid Betancourt e de todos os reféns da Colômbia.

Aos gritos de “somos todos Ingrid Betancourt”, os manifestantes marcharam com grandes cartazes da ex-candidata presidencial, refém das Farc e de outros reféns. “Salvemos Ingrid Betancourt”, podia-se ler num imponente cartaz instalado na fachada da prefeitura de Bogotá, na Praça Bolivar, onde cerca de 5 mil pessoas estavam reunidas.

Vários reféns recém-libertados pelas Farc, como Clara Rojas e a deputada Gloria Polanco, participaram das manifestações na capital.

Prova de vida de refém

A senadora colombiana Pidedad Córdoba, afastada das negociações com as Farc em novembro, apresentou ontem uma prova de vida de Óscar Tulio Lizcano, ex-deputado e refém das Farc desde 2000. No vídeo, entregue pela guerrilha e exibido durante uma homenagem à Córdoba, Lizcano diz que, embora a responsabilidade pelo seu seqüestro seja das Farc, é o governo que pode salvar sua vida.

O político conservador pede que o presidente Álvaro Uribe descarte um resgate militar e faz um apelo dramático ao governante venezuelano: “Comandante Chávez, como um bom soldado de Bolívar, faça o impossível para sairmos daqui, porque estamos apodrecendo na selva”.

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