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Mesmo após acordo, paralisação dos Correios continua em 11 Estados

Folhapress
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São Paulo - Os funcionários dos Correios de 12 sindicatos (que incluem 11 Estados) decidiram em assembléias continuar a greve. Os demais, incluindo São Paulo, encerraram a paralisação.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a greve continua na Bahia, Sergipe, Goiás, Ceará, Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Santa Maria (RS), Minas Gerais (exceto Uberlândia), Espírito Santo, Roraima, Piauí e Paraná. Para que a greve termine nacionalmente é preciso que 18 dos 33 sindicatos do País decidam pelo fim do movimento.

De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, até a tarde de anteontem, 38 milhões de cartas e encomendas deixaram de ser entregues em todo o País. Em um dia normal, os Correios entregam 34 milhões de correspondências.

A proposta feita pelos Correios e pelo governo promete pagar o abono de 30% do salário por mais 90 dias enquanto continuam as negociações e tornar o bônus definitivo a partir de junho.

Os servidores reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, a implementação de um plano de carreira e a retomada do antigo plano de pensão, Postalis, que está sendo substituído pelo Postalprev. Pago desde dezembro, o abono emergencial havia sido suspenso em março.

O abono substitui o adicional de periculosidade para a categoria, aprovado pelo Congresso no ano passado e vetado pelo presidente Lula. Durante o período de greve, as agências dos Correios funcionam normalmente, mas não há garantia do prazo de entrega das correspondências. Assim, os serviços que garantem a entrega em prazo pré-estipulado - Sedex 10, Sedex Ontem e Disque-Coleta - não têm prazo para serem normalizados.

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