Tribuna do Leitor

10 a 0 para o mosquito da dengue


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De um lado está o mosquito da dengue, que impulsionado pelo seu instinto de sobrevivência busca - e encontra - todo tipo de recipiente propício ao seu desenvolvimento. Do outro lado está o ser humano, que por esse mesmo instinto trava uma batalha com o cruel vilãozinho da epidemia.

A diferença é óbvia, porém, conflitante: enquanto o Aedes aegypti, mosquito causador da doença, é desprovido de inteligência, nós, seres dotados de faculdades pensantes, permitimos que o adversário se infiltre com muito mais perícia e agilidade do que nossas vagas tentativas de refrear sua proliferação.

Se não nos falta um cérebro e capacidade de pensar, falta-nos capacidade de agir. Governos reconhecem a seriedade do assunto, a população compreende seus males devas-sadores. No entanto, é raro ver a fiscalização da vigilância sanitária cobrando moradores e mais raro ainda ver as pessoas tomando providências para não permitir condições de desenvolvimento ao vetor em suas residências. É a calha entupida, o bueiro, a latinha e o plástico jogado fora. Que seja uma piscina abandonada ou um vaso de planta sem areia. Condições muito comuns quando a prática e uma boa educação não surtem efeito, mas que o pernilongo “carijó” saberá usufruir de bom grado e ainda sem precisar de folhetos ou campanhas mostrando-lhe como agir.

O que falta para a erradicação da epidemia da dengue não cabe apenas às políticas urbanas fazerem, mas à boa vontade de todos nós, que precisamos colaborar nesse combate ao vetor para que o mosquito listrado não mostre que sua força é maior que a nossa.

Larissa Gomes Faria

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