Todas as manhãs, como de hábito, dedico parte do meu tempo de aposentado lendo o Jornal da Cidade e a Folha de São Paulo para me inteirar sobre que se passou ou está se passando na minha cidade e no meu País. Em que pesem as notícias ruins (aumentos, corrupções, malversação do dinheiro público, tragédias etc), vejo com maior prazer a coluna de opiniões onde figuras carimbadas da sociedade bauruense prestam excelente contribuição ao discorrerem sobre assuntos de maior profundidade para o saudável desenvolvimento humano.
Hoje deparei-me (como já ocorreu em outras vezes) com o magnífico texto do emérito mestre bauruense senhor Gino Crês, discorrendo sobre a bonita crônica do escritor J. Antonio Sespedes, sobre a mentira, revelando um novo angulo para profundas reflexões. O JC, através da coluna Opinião, tem nos servido com excelentes formadores de opiniões, tais como o sr. Gino, o sr. Zarcillo, a sra. Bresolin, o Padre Beto, o jornalista Victorelli e muitos outros, mais cujos nomes não me recordo no momento.
Bom, mas meu objetivo ao referir-me ao lindo texto do mestre Gino é sugerir que outros mestres, aposentados ou não, venham brindar os leitores desse conceituado jornal com opiniões relevantes, para formação de cenário menos poluído de intrigas, fofocas e falta de ética, como vem ocorrendo em nosso país.
Bauru é privilegiada por possuir boas universidades, sendo assim, há muito gente capacitada para expandir o aperfeiçoamento da nossa herança cultural. Basta que haja colaboradores como já citados e de outros que ainda não se despertaram para importância do exercício democrático de opinar. Se os mestres, sobrecarregados com seus afazeres, não têm tempo para colaborar, que estimulem seus discípulos a enriquecer-nos com visões mais elaboradas, pois a democracia só se enriquece quando seus cidadãos participam ativamente para produção do nosso desenvolvimento cultural.
Jônathos Pessoa de Siqueira