Pelo menos este parece ser o conceito da Emdurb, que depois de ter dobrado o número de radares no início do ano passado, observa agora que não surtiu o efeito desejado e então vem com outra "solução criativa". Das várias medidas anunciadas, a maioria representa aumento nas multas, algo que já se mostrou ineficaz. Tem que se investir em conscientização e usar os radares como determina a lei em lugares de perigo e este perigo comprovado por estatística de acidentes em que a velocidade seja fator preponderante.
E este não parece ser o critério dos radares existentes, pois que se saiba não aconteceram acidentes na Vila Falcão próximo à CPFL onde um radar multa quem estiver a mais de 40 km por hora e em uma subida. Que critério técnico pode justificar este e muitos outros radares? Por que não foi tirado quando da remodelação do ano passado? Será que o critério não é o de faturamento por radar, ao contrário do critério técnico recomendado no código de trânsito ?
Para não dizer que todas as medidas anunciadas são ruins, aquela que proíbe prazo para entrega por motoboys parece ser a única positiva, isto se vier a ser acompanhada realmente. Será que vai ter azulzinho trabalhando em finais de semana e madrugada ou não vai ser ponto facultativo e todo mundo vai às 16h59 em ponto para a casa e deixa o trânsito para segunda, quando pode ser divulgado pelos jornais locais das TVs, dando uma impressão que medidas estão sendo tomadas.
Outra coisa é a educação do trânsito, que não deveria ser terceirizada, mas realizada diretamente pela Emdurb, afinal, existem verbas saindo pelo ladrão e as pessoas que necessitam de treinamento têm que utilizar empresas privadas, que têm pouco equipamento e cobram caro por serviços de qualidade nem sempre de excelência.
Márcio M. Carvalho