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Espera no PAI é longa outra vez

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A temporada de superlotação no Pronto-Atendimento Infantil (PAI) de Bauru já começou. Como em todo ano, quando começa a esfriar, dezenas de crianças adoecem e os pais correm para o pronto-atendimento. Ontem, por volta das 21h, três pediatras trabalhavam para sem conseguir dar conta da demanda. Crianças com suspeita de dengue, estomatite e conjuntivite aguardavam horas para serem atendidas.

Para conseguir atendimento, Simone Patrícia de Oliveira, 27 anos, pediu para que seu filho Jhonatan Patrick, 12 anos, chegasse mais cedo no PAI. “Ele veio às 16h e eu cheguei um pouco depois, assim que saí do trabalho”, conta. Mesmo assim, continuavam aguardando. Ela e o filho tentaram passar por um pediatra na noite da quinta-feira, mas não conseguiram. “Estava muito cheio, não conseguimos esperar”, conta. Na noite de ontem, eles estavam determinados. O garoto, com suspeita de conjuntivite, estava com dores. “E hoje é só o começo. Depois a gente tem que passar por um oftalmologista”, conta Simone.

Raquel Cristina da Silva Dias, 22 anos, estava desde às 19h esperando atendimento para Camile, 1 ano, e Cauê, 2 anos. As duas crianças estavam com diarréia, febre e vomitando. “Deixei para vir à noite, pensando que estaria mais sossegado. Não imaginava que teria tanta gente”, diz.

Já Nivaldo Araújo da Costa tentava o atendimento pela segunda vez no dia. “Vim durante a tarde e desisti. Estava muito cheio. Mas agora tenho que esperar”, disse. Ele levava o filho Lucas, 6 anos, para checar uma suspeita de estomatite. Ele conta que tentou perguntar para algum funcionário o motivo da demora, mas não obteve resposta. “Ninguém sabe de nada”, afirma.

Depois de quatro horas e meia esperando atendimento, Márcia Maria da Silva Valin, 35 anos, conseguiu que seu filho Robert, 11 anos, fosse consultado por um pediatra. Com suspeita de dengue, o menino ficou aguardando atendimento a tarde toda. “Me disseram que não tinha médico, que só iam atender depois da troca de turno”, conta a mãe. A família voltou para Parque Santa Edwirges de ônibus. “E amanhã eu tenho que voltar para pegar o resultado do exame”, diz.

A reportagem do Jornal da Cidade tentou conversar com funcionários do PAI, mas foi informada que somente a diretoria poderia falar sobre a lotação.

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