Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, ameaçou ontem excluir da política local os xiitas ligados a Moqtada al Sadr, caso eles não se dissolvam como grupo armado. A advertência coincide com pesados confrontos em Bagdá entre forças regulares iraquianas e o grupo de Al Sadr.
Nove pessoas morreram ontem e 78 foram feridas no bairro xiita de Sadr City. Ontem morreram 22, entre eles três soldados dos Estados Unidos.
Militares americanos estão envolvidos na operação, destinada a neutralizar o Exército do Mehdi, grupo leal a Al Sadr, acusado de disparar foguetes e morteiros sobre instalações militares dos Estados Unidos. Policiais e soldados iraquianos invadiram os cortiços de Sadr City - 2 milhões de habitantes, a leste da capital-, com a cobertura de helicópteros americanos. Nove milicianos foram mortos.
Um dos porta-vozes de Al Sadr, Baha al Aaraji, rejeitou o ultimato de Maliki e disse que ele não tem autoridade para neutralizar “forças legítimas que resistem à ocupação de nosso país por militares estrangeiros”. Em princípio, os xiitas planejam para quarta-feira em Bagdá um grande ato público “contra a ocupação estrangeira”.