Londres - As mortes da princesa Diana e do seu noivo, Dodi al Fayed, em agosto de 1997 em um túnel em Paris, foram resultado da negligência do motorista do veículo em que viajavam, Henri Paul, e dos carros com paparazzi que perseguiam o casal, afirmou ontem um júri em Londres.
Ao término do inquérito judicial, o júri formado por 11 membros - seis mulheres e cinco homens - decidiu por unanimidade que a morte da princesa e do seu noivo foi “homicídio por negligência”.
O júri, que passou quase seis meses ouvindo aproximadamente 250 testemunhas, afirmou que Paul havia ingerido álcool e dirigia muito rápido, fatores que contribuíram para o acidente.
O juiz havia descartado as teorias do multimilionário pai de Dodi, Mohammed al Fayed, de que “Diana foi assassinada pelos serviços secretos por ordem do duque de Edimburgo (príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth 2ª)”. Ele deu aos membros do júri cinco opções de veredicto, nenhuma delas incluía qualquer sugestão de que o casal foi vítima de uma conspiração.
Entre as opções dados aos jurados, figuravam uma sentença de que a princesa Diana e Dodi morreram em um acidente ou que sua morte foi resultado de um homicídio por negligência. Outra possibilidade era um veredicto aberto se os 11 membros do júri avaliassem que as provas eram insuficientes para chegar a uma conclusão.
Na semana passada, o juiz Scott Baker, responsável pela investigação judicial sobre a morte de Diana, afirmou que não havia provas de que o príncipe Philip ou os serviços de espionagem britânicos MI6 tenham ordenado a morte da princesa, ao resumir o caso no Tribunal Superior de Londres.