Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Atrás do Quércia

O vereador e ex-secretário municipal Rodrigo Agostinho (PMDB) foi à capital do Estado anteontem e no roteiro estaria uma conversa com o comandante da legenda, Orestes Quércia. Por aqui, Agostinho ainda recolhe os fiapos deixados pelo desgaste em torno da indefinição da candidatura a prefeito, situação que só beneficia quem já está com o nome na rua. Antes dele, Alex Gasparini também foi falar com Quércia.

• Maquiando balanço

Técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) salientaram ontem que não será mais tolerada a prática de se alterar lançamentos financeiros ou contábeis em relatórios enviados sobre o mês anterior. Agora os municípios e Câmaras enviam os relatórios eletronicamente e o acompanhamento dos dados na forma da lei é mensal. Mas não pode retificar o que foi lançado no mês seguinte.

• Queda nas rejeições

As estatísticas do TCE paulista mostram que o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) fez bem ao controle de despesas entre os 645 municípios. Os dados relativos a 2000, quando a LRF começou a vigir, mostraram 41 contas rejeitadas entre as 102 unidades municipais da regional do TCE relativa a Marília e Bauru. Em 2005, último ano tabulado, apenas cinco prefeituras tiveram contas rejeitadas.

• Educação e déficits

Das 41 prefeituras que tiveram problemas na execução de despesas e contratos efetuados em 2000, 23 sofreram por recorrer à prática de não destinar 25% das receitas líquidas para educação e outros 13 casos foram por déficits no final do exercício. Não tem jeito, só se pode gastar se houver recurso no caixa.

• Perguntas carimbadas

A parte destinada a perguntas e respostas de secretários, vereadores e prefeitos aos técnicos do TCE foi recheada de humor e citações até hilárias. Um presidente de Câmara da região queria saber se podia conceder a reposição da inflação aos vereadores e ainda emplacar um reajuste. Outro já reclamou que era injusto rejeitar sua conta porque concedeu 18% de revisão no subsídio dos vereadores e 4% aos servidores.

• Metáfora das contas

Questionado por mais de um agente público sobre a proibição para contratar gastos acima da capacidade do caixa, o diretor-geral do TCE, Sérgio Rossi, valeu-se de uma metáfora para esclarecer por que a farra fiscal acabou. “Eu gostaria muito de comprar uma casa no meio de Angra, na ilha, e se possível com a Sílvia da novela junto para visitar. Mas não dá. Então só pode gastar o que se pode pagar”, disse Rossi, com humor.

• Moda no Interior

O ambiente bem-humorado da apresentação do diretor do tribunal gerou uma sessão maior de risadas quando ele se virou para a platéia e definiu o perfil de boa parte dos candidatos a vereador em cidades interioranas: “A onda agora é motorista de ambulância ser candidato a vereador. Tem de monte”, soltou.

• Responderá junto

Pra encerrar, emendou, ao falar sobre licenças de prefeitos: “Tem prefeito mandraque que viaja no fim do mandato e deixa o abacaxi para o vice. Ficou um dia na cadeira, responde junto”, finalizou, mandando um recado contra as artimanhas de muitos políticos espertinhos.

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