Polícia

Sessão de acareação sobre a morte do adolescente resulta em impasse

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Foi realizada ontem a sexta sessão do conselho de justificação, processo administrativo conduzido pela Polícia Militar (PM), que avalia a conduta do oficial durante a ação policial. O conselho vai decidir o futuro do tenente Roger Vittiver de Souza, um dos policiais envolvidos na morte do adolescente Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos, em dezembro do ano passado, no Núcleo Mary Dota.

A sessão de ontem foi atípica, pois a família do menor foi chamada pela defesa do tenente para uma acareação. A idéia da defesa era questionar a mãe e a irmã do rapaz sobre as contradições que teriam ocorrido em depoimentos das duas.

No entanto, o advogado de Elenice e Débora Rodrigues, André Luiz Gonçalves Veloso, questionou a postura do advogado de defesa do tenente, Nélson Marteloso Júnior, que segundo Veloso, estaria tentando inquirir as duas e não apresentar as contradições. Segundo ele, a sessão parecia mais um interrogatório do que uma acareação. Diante disso, ele orientou suas clientes a responderem apenas “não lembro” às perguntas formuladas pelo advogado de defesa.

De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros Miguel Ângelo Minozzi, integrante do conselho de justificação, ainda serão realizadas algumas sessões. Segundo ele, o objetivo é apurar a conduta do policial na ação que culminou com a morte de Rodrigues Júnior.

Indenização

A indenização à família de Carlos Rodrigues Júnior, determinação feita em janeiro pelo governador José Serra (PSDB), ainda não foi definida. O valor final está sendo estudado pelo Estado. O que foi decidido é que Elenice e seus quatro filhos serão indenizados. Também não foi estipulado quanto caberá a cada um.

Existe a expectativa de que em dois meses, com valores retroativos a dezembro, a mãe do adolescente passe a receber pensão de um salário mínimo, até 2017, quando o garoto completaria 25 anos. A partir desta data, o valor seria reduzido à metade.

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