Saúde

Varizes: Fácil de diagnosticar

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Varizes são dilatações irreversíveis das veias ocasionadas pela lesão das válvulas venosas que passam a não funcionar adequadamente, razão pelo que não conseguem impedir o refluxo do sangue. De acordo o médico Claúdio Gabriele, especialista em angiologia e cirurgia vascular, o principal fator que leva ao problema, tanto nos homens quanto nas mulheres, é a presença da doença na família: a hereditariedade.

“O aumento de peso, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal e atividade profissional em que a pessoa passa longos períodos em pé também podem causar o surgimento da doença”, explica. A idade, o tabagismo e gravidez são outros fatores desencadeantes da doença.

Gabriele conta que o que mais leva as mulheres até uma clínica vascular são as varizes. De acordo com o cirurgião, esse tipo de doença é facilmente diagnosticada: dores, inchaço e a sensação de peso nas pernas ao final do dia são os principais sintomas. Isso porque, na posição de pé, as veias ficam dilatadas, tortuosas e visíveis. A presença de veias azuladas abaixo da pele e agrupamentos de finos vasos avermelhados também podem ser facilmente notados.

O cirurgião explica que existem outras doenças vasculares que podem apresentar os mesmos sintomas. A arterosclerose, que leva ao entupimento das artérias, é uma delas. Em alguns casos as varizes, se não tratadas, podem até apresentar complicações, entre elas o escurecimento irreversível da pele, associados a fibrose, úlceras, eczemas, tromboses e a inflamação da parede das veias.

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Sem traumas

Com fortes dores nas pernas, Nidia Fragoso Teixeira resolveu procurar um cirurgião vascular para tratamento médico. Na clínica descobriu que se tratavam de varizes profundas que atingiam a veia safena. Com o diagnóstico em mãos, a paciente acatou a recomendação médica e marcou a cirurgia à laser. “Foi tudo muito rápido, após todos exames pré-operatórios fui internada logo de manhã e a operação foi rápida e indolor”, relata.

Teixeira conta que deixou o hospital no mesmo dia e num prazo de 48 horas voltou à rotina diária. “Apenas passei a usar uma meia por recomendação médica por alguns dias”, lembra. Ela conta que a operação foi realizada no dia 19 de fevereiro e que hoje, dois meses depois, não sente mais nada e nenhum tipo de incômodo.

Teixeira diz que teria pensado duas vezes se a cirurgia tivesse de ter sido realizada através do método tradicional, cujo pós-operatório é mais longo e dolorido. “Mas com a nova técnica, além de indolor, o processo é rápido e a recuperação menos complicada”, afirma.

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