Tribuna do Leitor

Mentira anti-social


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Ego, orgulho, prestígio, almejados pelo homem. E para mantê-los fazem de tudo. Onde falta competência e honra encaixam-se mentiras. Uma mentira bem contada vale mais que mil verdades. Ou não? A mentira é saborosa, doce, aconchegante. Encobre os erros e protege das críticas.

Pergunta-se: qual a capital da mentira em nosso país? Sem pesar, respondemos: Brasília. Não que isso seja características dos políticos brasileiros, longe disso, a mentira é característica do poder, mais precisamente de pessoas que aí se encontram. Nicolau Maquiavel, no livro "O Príncipe", diz isso. Para se manter no poder vale tudo, e a mentira é apenas outro instrumento comumente usado.

Mas quem somos para criticá-los? Nós que mentimos a nossos pais, esposos, filhos e amigos. Nós que nos acostumamos a mentira social, usada para amenizar os efeitos de nossos atos. Entramos num vale tudo, onde o que importa é manter nossa imagem, nem que para isso devamos destruir vidas.

E como a verdade, ao contrário da mentira, é veloz e eficaz, sempre chega. E com ela tudo o que estava debaixo do tapete aparece. Então não resta outra opção, temos que admitir e desculpar-nos. Mas não por verdadeiro arrependimento e sim para manter nossa imagem e tentar recuperar o que se perdeu. Porém, já será tarde, tudo já estará perdido.

Portanto, para hipócritas que somos, verdade ou mentira não importam. São apenas mecanismos de eximir nossas culpas. O que importa é livrar-nos do fardo pesado que nos atormenta. Seja resolvendo-os ou passando-os para os outros.

Vitor Willian Favinha

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