O SUPERCLÁSSICO
A decisão do Campeonato Paulista será entre Capital e Interior, mas para muita gente o Choque Rei de hoje, no Palestra Itália, é uma final antecipada. O São Paulo saiu na frente nessas semifinais, com a polêmica vitória de 2 a 1, por causa do gol irregular de Adriano, mas o Palmeiras também está em boa situação. Afinal, depende só dele. Mas se o Alviverde pode conquistar uma simples vitória, para depois tentar quebrar um jejum de 12 anos sem título do Paulistão, o Tricolor tem condições de pelo menos empatar e continuar lutando para ser campeão estadual pela 22ª vez. Vale lembrar que em 11 duelos entre são-paulinos e palmeirenses, em jogos eliminatórios desde 1987, o São Paulo venceu dez. E nos últimos quatro clássicos entre ambos, no Palestra, o time do Morumbi venceu três e empatou um. Mas os tabus foram feitos para serem quebrados - passado é passado. Atualmente o time de Vanderlei Luxemburgo é melhor e goleou o de Muricy Ramalho por 4 a 1, na primeira fase, em Ribeirão Preto. Mas não há favorito e não se trata de ficar ou não em cima do muro, porque é difícil apontar vencedor em briga de cachorro grande. Mas quem levar a melhor no superclássico deverá ser o campeão de 2008.
BELEZA PURA
Em 2007, o Noroeste ficou no “quase”. Tinha tudo para ser o campeão do Interior, porque jogava em casa, precisando só do empate, mas foi surpreendido pelo Guaratinguetá, perdendo na final por 1 a 0. Desta vez não tem erro: conquistará o título e o prêmio de R$ 250 mil. No jogo de sexta-feira, Xuxa abriu o placar para o Mirassol, mas o Noroeste não se abateu e saiu da pressão do time da casa, que só durou dez minutos. Os alvirrubros não só equilibraram as ações, como também passaram a dominar. E empataram ainda no primeiro tempo. Após bela tabela com Edno, Júlio bateu de esquerda, na saída do goleiro. No segundo tempo, Bonfim foi expulso e, com um jogador a menos, o Noroeste foi muito pressionado. Fabiano se transformou no melhor jogador em campo e passou a fazer defesas importantes. Depois do goleiro, o grande destaque foi Júlio, seguido de Leandrinho, Marcelo Santos e Edno. Os minutos finais foram dramáticos. O time de Luís Carlos Martins partiu para o tudo ou nada em busca da classificação. Já a equipe de Márcio Bittencourt, que jogou com inteligência, teve garra e tranqüilidade para frear o ímpeto do Mirassol e ficar com a vaga na decisão.
O CHORO É LIVRE
Quando o jogo terminou, a comportada torcida do Mirassol aplaudiu o time, reconhecendo a boa campanha no Paulistão. De outro lado, os jogadores investiram contra o árbitro, que ao meu ver teve uma atuação normal. A PM teve muito trabalho para conter os ânimos. O pênalti reclamado pelo Mirassol não existiu. Os colegas das rádios e do canal SporTV também disseram que não houve nada. Arbitragem é um caso crônico, eterno problema, mesmo. Ontem, hoje e sempre. Mas o choro é livre.
BOA PROIBIÇÃO
“É proibido aquecer no gramado” - é o que diz uma placa na pista do estádio de Mirassol. Celso Zinsly não permitia isso, ainda porque, é só abrir a porta do vestiário do Alfredo de Castilho, que os jogadores caem em um campo para o aquecimento, bate-bola. Acho ridículo pisar no gramado, retornar ao vestiário, para depois entrar novamente. Vê se algum time faz isso no Morumbi, Maracanã...
PROMOÇÃO
Mirassol, Barueri, Guaratinguetá e Marília fizeram promoções, visando maior público em alguns dos seus jogos no Paulistão. Só aqui não se faz. Para a partida da final do Interior, em Bauru, o Noroeste bem que poderia facilitar o bolso do torcedor e conseqüentemente, ter casa cheia. O ingresso sexta-feira, em Mirassol, custou apenas cinco reais e o jogo teve quase cinco mil pagantes - quase dez mil no estádio, porque muitos entraram de graça.
NO GRITO
“O jogo se ganha na raça/Se ganha no grito”, diz o samba de Carlinhos Vergueiro. Aos 42 minutos do segundo tempo, em Mirassol, Márcio Bittencourt gritava sem parar: “Acabou o jogo, acabou o jogo”. Mas faltavam seis minutos - três do tempo regulamentar e o restante dos acréscimos.
VEREADOR
Edivaldo, do Duque de Caxias, será candidato a vereador pelo PTN - Partido Trabalhista Nacional. Ele já avisou que, se for eleito, continuará jogando futebol, como aconteceu com Biro-Biro, que se elegeu vereador paulistano em 1988. Botafoguense de coração, Edivaldo conta com apoio da torcida alvinegra para integrar a Câmara Municipal. Dos quatro grandes clubes do Rio, o Botafogo tem a maior torcida em Duque de Caxias e quase toda a Baixada Fluminense. Outros boleiros se aventuraram na política, como Reinaldo, em Belo Horizonte, Ademir da Guia, em São Paulo, Dicá e Jorge Mendonça, em Campinas. O folclórico Serginho Chulapa deve ser candidato em Santos.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1985: Noroeste 1 x 0 Portuguesa, em Bauru, gol de Mauro Ramos (contra). Árbitro: Joel Teixeira Caires. Público pagante: 4.236. Noroeste: Alexandre; Valter Nascimento, Jorge Fernandes, Carlos Alberto e Ferreira (Sidnei); Murilo (César), Eudes e Washington; Amauri, Osmair e Paulo Roberto. Técnico: Zé Rubens. Portuguesa: Serginho; César, Mauro Ramos, Eduardo e Albéris; Célio, Edu e Toninho; Toquinho, Jone (Luís Miller) e Esquerdinha (Jorginho). Técnico: Jair Picerni.