Saúde

Sem crise com as varizes

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo lado estético, as varizes, assim como as estrias, são as principais inimigas das mulheres. Mas no caso das varizes, há um agravante: são doloridas e incomodam. Estima-se que 35% da população adulta tenha varizes, entre homens e mulheres.

De acordo com o médico Claúdio Gabriele, especialista em angiologia e cirurgia vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, para se ver livre dos incômodos causados pelas varizes, existem dois caminhos: tratamento clínico ou cirurgia.

Além do tratamento clínico com meias elásticas e medicamentos, que só fazem reduzir o processo inflamatório, existe também a opção cirúrgica. Até pouco tempo atrás, pelo menos no Brasil, a alternativa era a extração da veia afetada pelo problema. O processo, além de demorado e traumático, resultava em diversos hematomas e muita dor no período pós-operatório.

Em 2007, a técnica laser diodo, que já é sucesso em países como Estados Unidos, Itália, França e Bélgica, chegou ao Brasil. Em Bauru, de acordo com Gabriele, cerca de 30 pessoas já passaram pela cirurgia com o novo método. “A comparação entre a técnica laser diodo e a convencional não se baseia em resultados, já que ambas são eficientes, a diferença está no pós-operatório”, explica Gabriele.

Enquanto a cirurgia convencional exige que a pessoa fique no mínimo por 15 dias em repouso, na nova técnica o paciente está liberado em até 48 horas. O novo procedimento, chamado de endoluminal de varizes, consiste na introdução de microfibra óptica dentro da veia afetada e transmite um raio de laser que provoca um processo chamado de fototermo obliterção.

O processo leva a veia ao colabamento, que nada mais é do que um colapso da sua parede venosa. “A veia é totalmente fechada, perdendo sua função, e o organismo se encarrega de desviar o sangue que passava por ali para outras veias saudáveis”, explica Gabriele.

Todo o processo é realizado em, no máximo, 40 minutos, já uma cirurgia convencional - dependendo do número de veias a serem retiradas - pode demorar até 2 horas. Além disso, com o laser não é necessário remover a safena, que permanece, nem são ocasionados transtornos circulatórios. Por essa razão, a nova técnica é indicada para veias tronculares, que são de maior calibre, como a safena.

A técnica de cirurgia de varizes com laser diodo em alguns casos permite a anestesia local, até mesmo para tratamento das veias safenas, que são mais profundas. Tudo depende da indicação e avaliação de cada quadro. “Não se trata de nenhuma técnica milagrosa, é um avanço da medicina que requer tratamento especializado e manuseio do aparelho, além do conhecimento aprimorado da técnica cirúrgica”, lembra o especialista.

Gabriele explica que o laser diodo tanto pode ser utilizado para cirurgia vascular quanto para tratamento transdérmico dos vasinhos superficiais da pele, sendo tradicionalmente conhecida como a técnica de secar os vasinhos.

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