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Uma nova ‘Rose Neubauer’


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Uma política de terra arrasada para a educação. Uma política da Secretaria da Educação do governo Serra expõe detalhes da nova “ofensiva” que o governo tucano prepara contra os professores e o conjunto do ensino público, em sintonia com o governo PT e a frente popular, que também controlam e paralisam os sindicatos dos professores e as organizações estudantis.

Em entrevista à Revista Veja desta semana, a secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, expõe de maneira clara o caráter geral das ações que o governo José Serra (PSDB-SSP) vem realizando, em consonância com a política nacional para o ensino público levada adiante pelo governo Lula, bem como de seus antecessores, em nível estadual (Covas/ Alckmin) e federal (FHC).

A secretária mostrou um claro desejo de reviver os tempos da famigerada secretária das primeiras gestões tucanas em São Paulo, Teresa Roserley Neubauer, que conquistou um profundo ódio da esmagadora maioria dos educadores paulistas e do conjunto da comunidade escolar, por ter gerenciado um conjunto de medidas que levaram a um verdadeiro apagão o maior sistema público de ensino do País, com medidas draconianas contra a educação tais como a “reorganização” da rede (que fechou mais de 8 mil salas de aula e demitiu 60 mil professores), a municipalização do ensino (que transferiu mais de 3 mil escolas para as prefeituras, quebrando a unidade pedagógica, e transformando as redes municipais em verdadeiros balcões de negócios ilícitos de todo o tipo, como o caso dos escândalos das apostilas e muitos outros), a introdução da chamada “aprovação automática” (que empurra centenas de milhares de jovens para fora das escolas e diploma analfabetos e semianalfabetos), tudo isso associado a uma campanha permanente de desmoralização e desvalorização dos professores apontados sempre como os grandes culpados pelo fracasso escolar, que envolveu desde a degradação das condições salariais da categoria com perda de mais de 50% do poder aquisitivo dos salários (12 anos sem reajustes em 13 anos de governo tucanos) até agressões dos educadores e estudantes pela Polícia Militar e demissões de ativistas da catagoria por sua participação em greves e mobilizações contra as medidas do governo.

O autor, Edmar Oga da Silva, é professor e integrante do Comitê de Luta pela Educação-Bauru e da Educadores em Luta - Corrente Nacional do PCO

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