Tribuna do Leitor

Um faz-de-conta que não termina com o tradicional “...e viveram felizes para sempre”


| Tempo de leitura: 1 min

Chegamos ao maravilhoso número de 4,3% alunos do último ano do ensino médio que têm conhecimento adequado de matemática. As provas feitas pela Saresp consistiam em exercícios simples como porcentagem ou observação de gráficos para a seleção de dados. Essa assustadora quantia de alunos (95,7%) que não apresentam o conceito matemático adequado são de escolas dos primeiros lugares em São Paulo.

E assim, pensamos naqueles azarados que “estudam” em escolas ocupantes dos últimos lugares nos testes nacionais.

E se um estudante não tem nem mesmo um raciocínio lógico, obviamente não será um profissional, não terá condições para lutar para melhora do País e nem será capaz de discernir as lorotas que um político diz de uma proposta séria para eleger um bom candidato. Assim sendo, qual é a teoria para a existência de um ensino, se é que pode ser nomeado dessa maneira, tão precária?

É onde entra o faz de conta, em que todos fingem fazer sua parte e na verdade não há evolução encaminhando o Brasil para o “happy ending”. O governo não faz porque não dá ou porque se fizer a população exigirá sempre mais?

Maria Luísa de Barros Rodrigues - estudante do 3.º colegial

Comentários

Comentários