Antônio Sanches Galves é o árbitro bauruense com mais tempo de carreira em atividade pelo futebol amador da cidade. Em ação desde 1973, Galves já passou por diversas situações no futebol. Com 35 anos de carreira, o árbitro se considera um apaixonado pela profissão mais xingada do Brasil.
“Ser árbitro é minha cachaça. É um vício, um hobby”, avalia Galves que apitou o empate entre Parque Real e Expressinho, ontem na preliminar de Diamante Negro x Juventude Petrópolis, no Jardim Redentor. Além de árbitro, Galves é comerciante. “Tenho uma loja de carimbos no centro da cidade”, explica.
Detentor de seis Troféus Ligado e uma homenagem como “Esportista do Século”, o bauruense já trabalhou com alguns dos árbitros mais conceituados do Brasil. “Em 1997, apitei os Jogos Regionais de São José do Rio Preto. Fiz a disputa de terceiro e quarto lugar no futebol de campo e o Paulo César de Oliveira (árbitro Fifa) apitou a disputa pelo título. O Cléber Abade também participou deste campeonato”, conta.
Antônio Galves também avaliou a atual situação da arbitragem brasileira. “Eles não são desonestos, mas são muito pressionados por dirigentes. As câmeras de TV ‘matam’ o árbitro, o bandeira, todo mundo. Mesmo assim acho o Paulo César de Oliveira o melhor árbitro do Brasil.”