Nova York - Até Hillary Clinton já confessou não saber em detalhes as regras das eleições dos EUA, que mudam conforme o Estado, em lógicas tão complexas que, não raro, vence quem tem menos votos. Nas chamadas prévias ou primárias, os partidos Democrata e Republicano levam às urnas a escolha dos candidatos que concorrerão à Presidência no dia 4 de novembro.
Mais descomplicado é observar como, sendo alguns pequenos Estados cruciais dependendo do ponto em que está a disputa, os candidatos e suas campanhas de dezenas de milhões de dólares têm de partir para o trabalho de formiguinha, batalhando no homem-a-homem pequenos grupos de eleitores que podem gerar a tendência nacional de voto.
Nessa figura, pouco mudou desde 1960, quando o cineasta Roberto Drew - que hoje dirige uma produtora de filmes - documentou a campanha de John Kennedy em “Primárias”. Hoje, o atrativo extra no filme é o “jogo de sete erros” que se pode fazer entre Kennedy e Barack Obama.
Na comparação, a mensagem de esperança, a juventude, a reação de popstar, primeiras-damas estilosas. Há ainda o temor religioso. Obama é questionado por vir de família muçulmana. Kennedy despertava o medo de que, ao se tornar o primeiro presidente católico, “Roma o governaria” na Casa Branca.