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Jovens ‘aliviam' ambiente de trabalho

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Bom humor e alegria são sinônimos de juventude. Está certo que não podemos generalizar. Afinal de contas, existem jovens tão amargurados e mal-humorados que mais parecem idosos em fim de carreira aqui na Terra. E olha que tem muitos idosos esbanjando alegria por aí. Mesmo em locais mais formais, como no ambiente de trabalho, os jovens conseguem dar mais vida e aliviar as tensões. E não só isso. Outras características como dinamismo e disposição são facilmente atribuídas a eles.

O operador de empilhadeiras Carlos Custódio Pinto, 52 anos, trabalha há quatro anos ao lado de um jovem. Hoje, não tão jovem assim. Francisco Octaviano Neto, começou na empresa com 22 anos, agora está com 29. Mas nem por isso deixa de preservar o espírito da juventude.

“Eles têm uma mente mais aberta do que a nossa. Além disso, podemos contar com eles para tudo, estão sempre dispostos”, aponta Carlos, que está há 15 anos na Plasútil. Foi ele quem ensinou Francisco a trabalhar com a empilhadeira. Apesar da diferença de idade, o relacionamento entre eles sempre foi bastante amistoso. “Quando ele começou a aprender como trabalhar com a empilhadeira, ele aceitava o ensinamento, não era teimoso”, lembra Carlos.

Ele conta que há pessoas que fazem diferente só para mostrar que sabem mais ou porque não aceitam que outros digam o que fazer. “Tem pessoas que pensam que só porque você é mais velho está dando ordens. Não é bem assim”, relata.

Para Francisco, trabalhar ao lado de uma pessoa mais experiente dá mais segurança. Em caso de dúvida, é só perguntar.

A recepcionista Thalita Santos Gomes, 18 anos, aponta outras vantagens de se trabalhar ao lado de pessoas mais velhas. A troca de experiência, segundo ela, vai além da atividade profissional. “Eu sempre tive as pessoas mais velhas como exemplos, não somente nas questões de trabalho, mas também na vivência. Eles têm muito para nos ensinar”, diz ela. “Tem gente que quebra a cara por não ouvir os mais velhos”, afirma.

Thalita trabalha no Senac há menos de dois anos. Na mesma sala, está a secretária educacional Sueli Teixeira Manduca, 42 anos, que está na empresa há 22 anos. Segundo ela, o relacionamento com os jovens é uma via de mão-dupla. “Ambos aprendem”, declara ela. “O dinamismo dos jovens é algo que precisa ser copiado pelos mais velhos. Nós sempre estamos aprendendo com eles”, comenta. “Ainda mais com essa geração da era da informática. Eles trazem uma bagagem tecnológica impressionante. Até parece que nasceram sabendo lidar com os produtos eletrônicos. Eles aprendem muito rápido”.

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