Havana - A polícia cubana dispersou à força ontem um protesto pacífico do grupo “Damas de Branco”, em uma praça no centro de Havana.
Dez mulheres e filhas de dissidentes políticos presos pediram a libertação deles e pretendiam entregar uma carta de reivindicações ao dirigente Raúl Castro.
Policiais detiveram as manifestantes, familiares de alguns dos 75 condenados em 2003 a 28 anos de prisão sob a acusação de conspirar com os Estados Unidos contra Cuba.
Desses, 55 continuam presos hoje, um morreu e 19 foram soltos por motivos de saúde - dos quais 4 se exilaram na Espanha.
As mulheres vestiam camisetas brancas, estampadas com as fotos dos parentes presos. “Não sairemos daqui até que eles sejam libertados ou que nos prendam”, disse a líder do grupo, Laura Pollán. Minutos depois, 20 policiais tentaram levar para um ônibus as manifestantes, que se sentaram no chão.
Cerca de 100 simpatizantes do governo, a maioria mulheres que saíram de prédios próximos ao local, empurraram as manifestantes para dentro do ônibus, no qual foram levadas pela polícia para suas casas. Em 2005, as “Damas de Branco” entregaram às autoridades cubanas carta de solicitações, na mesma praça. Todo domingo, grupo faz marcha silenciosa pela Quinta Avenida de Havana.