Internacional

Hillary apela até para associação do nome de Obama e Ossama Bin Laden

Folhapress
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Filadélfia - Começa com uma imagem da Casa Branca. O locutor diz: “É o emprego mais duro do mundo. Você precisa estar preparado para qualquer coisa”.

Então, uma sucessão de cenas mostra de Fidel Castro e filas em postos a vítimas do furacão Katrina e a crise imobiliária. E, por pouco tempo, o terrorista saudita Ossama Bin Laden. A frase do ex-presidente democrata Harry Truman (1945-1953): “Se você não agüenta o calor, saia da cozinha”. Por fim, o locutor pergunta: “Quem você acha que é o mais capacitado?”, seguido pela frase: “Eu sou Hillary Clinton e aprovo essa mensagem”.

O anúncio da campanha da ex-primeira-dama entrou no ar ontem na Pensilvânia, horas antes de os eleitores democratas do Estado irem às urnas escolher quem querem que seja o candidato de seu partido à sucessão de George W. Bush -se Hillary ou Barack Obama.

É o anúncio mais negativo de uma campanha que viu ambos os lados elevarem bastante o tom nos últimos dias. Deixa no ar uma associação, dos nomes Obama e Ossama, que está na cabeça de muitos eleitores e já levou jornalistas e políticos a se enganarem de boa ou má fé em público. Remete às recentes queixas do senador, de que sua oponente baixou o nível dos ataques. E repisa o tema que é a base do programa de Hillary Clinton, da experiência versus o desconhecido.

O anúncio mereceu reação imediata da campanha de Obama. “É irônico que ela tenha tomado emprestada a tática do presidente (Bush) para sua própria campanha e convoque Bin Laden para ganhar pontos políticos”, disse Bill Burton, porta-voz do candidato. “Nós já temos um presidente que joga com a política do medo, não precisamos de outro.”

Logo após colocar o anúncio no ar, o comando de Hillary justificou o ato a jornalistas numa teleconferência. “Obama tem gastado três vezes mais do que nós nessa campanha”, disse Howard Wolfson, diretor de comunicação da senadora. “Partiu para uma tática profundamente negativa. Há tantos anúncios negativos dele no ar que eu perdi a conta.”

O que está em jogo é mais do que os 158 delegados eleitorais que sairão da Pensilvânia para votar na convenção do Partido Democrata em agosto. No 42.º encontro nas urnas entre Obama e Hillary, num processo eleitoral que se arrasta por quase quatro meses, o resultado de hoje pode definir a disputa.

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