Tribuna do Leitor

Não passei no vermelho!


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Em 17/04 recebi um aviso de infração dizendo que passei no sinal vermelho na esquina da 13 de Maio com a Ezequiel Ramos, às 15h47. Como pode ter acontecido isso com o trânsito intenso que ocorre nessa rua? Inclusive os semáforos são sincronizados para quem está na 13 de Maio, como foi o caso. Quando a agente dos correios me entregou o aviso, numa breve conversa ela me disse que havia sido multada na mesma esquina. Será coincidência ou estamos realmente presenciando uma indústria de multas e, o pior, não temos a quem recorrer? Como irei provar que isto não aconteceu? Minha palavra é ínfima perto da palavra de quem lavrou essa infração, essa pessoa já me julgou e me condenou, pois não tenho como me defender. Todos são iguais perante a lei? Não....a palavra dele é que vale, a minha não serve para nada, mesmo que essa pessoa esteja trabalhando para mim, pois pago todos os meus impostos em dia. A quem recorrer? À OAB? Ao Ministério Público? A algum vereador? Não.....estamos de mãos atadas. Estamos sendo assaltados em plena luz do dia e não temos a quem pedir ajuda, quer dizer, pagamos e ficamos cordeiros, como sempre.

Alguém vai me dizer: recorra à Emdurb. A quem??? Eles querem uma prova de que não cometi a infração, que eles também não provam ter sido cometida, estão lá para arrecadar e sustentar a “máquina administrativa”. A palavra mais usada por eles é “indeferido”, assim como esse “agente de trânsito” que estava lá só para preencher seu talão de multas e, assim, mostrar serviço. Quando transitei por esta via, avistei o agente alguns metros antes do semáforo e me pergunto se seria possível ele identificar a placa do meu veículo depois de ter passado pelo semáforo, a pelo menos 80 metros de distância? Eu tenho absoluta certeza de que não avancei o sinal vermelho. Como poderia ele ter me autuado antes mesmo de eu ter passado pelo semáforo? Até quando iremos agüentar esse poço sem fundo que se tornou nossa Bauru. Sei que meu desabafo não vai dar em nada, pois todo mundo está reclamando e eles continuam lá, intocáveis.

Jose Cláudio Dezem

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