Washington - Após um hiato de seis semanas na disputa pela indicação democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e Hillary Clinton se enfrentaram na noite de ontem na eleição primária da Pensilvânia, o mais importante entre os Estados que ainda não votaram.
Hillary reconheceu na manhã de ontem que precisa vencer no Estado para ter chances de ser a indicada. Entretanto, ela disse que não é relevante se ganhará por uma margem maior ou pouco expressiva de votos.
A senadora resiste à pressão interna para desistir, o que permitiria que Obama se dedicasse ao confronto de novembro contra o republicano John McCain. Hillary já liderou as pesquisas da Pensilvânia por uma margem de até 20 pontos percentuais, mas sua liderança caiu vertiginosamente nos últimos levantamentos.
Hillary X Irã
Se o Irã atacar Israel sob um eventual mandato seu na Casa Branca, Hillary Clinton destruirá completamente o país dos aiatolás. Foi o que a pré-candidata democrata declarou em entrevista ontem de manhã e repetiu ao longo do dia, enquanto fazia seu último giro pela Pensilvânia. “Quero que os iranianos saibam que, se eu for presidente, nós vamos atacar o Irã”, disse a ex-primeira-dama, ao ser indagada sobre sua reação a um possível ataque daquele país a Israel.
“Hillary tem de se mostrar mais dura do que ele, pois está sendo criticada por querer seguir na corrida mesmo estando atrás.'' A frase da senadora foi criticada depois por Obama. “Usar palavras como ‘destruir' não produz bons resultados”, disse o companheiro de partido de Hillary, que afirmou não estar interessado em um duelo verbal com a rival.