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Companhias aéreas brasileiras terão oito aviões gigantes da Airbus até 2026

Folhapress
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São Paulo - A fabricante de aviões Airbus divulgou ontem as estimativas para a demanda mundial e da América Latina para os próximos 20 anos. De acordo com a companhia, o Brasil precisará de 332 aviões até 2026, sendo oito A380, o avião gigante com capacidade para até 800 passageiros.

Segundo Rafael Alonso, vice-presidente da empresa para a América Latina e Caribe, a crescente demanda por aviões no Brasil é conseqüência do incremento do tráfego aéreo de passageiros. Segundo a empresa, desde os anos 90 o tráfego internacional brasileiro mais que dobrou, enquanto o movimento doméstico, cresceu 77%. Para a Airbus, os 332 aviões comerciais que o Brasil deve adicionar à sua frota representarão um valor de US$ 32 bilhões. “O Brasil, tendo a maior economia da América Latina, tem levado ao imenso crescimento do tráfego aéreo de passageiros, e isso vai se acentuar nos próximos 20 anos”, afirmou Alonso.

O executivo afirmou ainda que a Airbus obteve 61% das encomendas feitas no Brasil nos últimos dez anos. Atualmente, a frota da empresa aqui é de 103 aeronaves comerciais, todos operados pela TAM. O 104.º avião é o avião do presidente Lula. No total, o Brasil tem 208 aviões acima de 120 passageiros em operação atualmente. A Airbus estimou hoje que o mudo deve ampliar em 24,3 mil aeronaves comerciais e de carga a sua frota até 2026.

Para a América Latina, são 1.500 aviões de passageiros. No mundo, o maior comprador seve ser os EUA, com 5.800 aeronaves, seguida pela China (3 mil) e Reino Unido (1.100). Na América Latina, o Brasil é o segundo maior comprador, atrás do México, que deve adquirir 480 aviões no mesmo período.

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