São Paulo - O São Paulo derrotou, ontem à noite, por 1 a 0 o Atlético Nacional, da Colômbia e ficou com 11 pontos na primeira posição do Grupo 7 da Taça Libertadores-2008. Com o resultado, o time encara o Nacional, do Uruguai, na próxima fase da competição. A equipe colombiana terminou essa fase na segunda colocação com oito pontos. O Audax Italiano, do Chile, e o Sportivo Luqueño, do Paraguai, terminaram com sete pontos e foram eliminados.
Depois de ser eliminado pelo Palmeiras no Campeonato Paulista, a equipe dirigida por Muricy Ramalho entrou em campo em busca da classificação na Libertadores, torneio encarado como prioridade pela comissão técnica e pela diretoria. Alem de “esquecer” o insucesso na competição estadual, o time do Morumbi queria acabar com um “fantasma” colombiano. Antes do duelo de ontem, os são-paulinos não venciam um time colombiano na Taça Libertadores desde 1974, quando superaram o Millonarios, no Morumbi, por 4 a 0. Depois disso, a equipe tinha jogado três vezes, com dois empates e uma derrota.
Desta vez, a história mudou. Para encarar o Atlético Nacional, Muricy Ramalho contou com o retorno de Zé Luís e Richarlyson, que estavam suspensos e ficaram fora do último confronto contra o Palmeiras, e com Éder Luís, que não estava inscrito no Campeonato Paulista. No primeiro tempo, o São Paulo foi superior ao rival. Com apoio da torcida, o time buscou mais o ataque. O Atlético Nacional não ficou recuado e avançou muitas vezes utilizando os lados do campo.
A partida ficou aberta e as duas equipes desperdiçaram boas oportunidades para abrir o placar. O zagueiro Alex Silva perdeu uma chance incrível, aos 23 minutos. A bola sobrou para o zagueiro na pequena área adversária, mas ele chutou por cima da meta do goleiro Ospina.
Dez minutos depois, o Atlético Nacional assustou a torcida no Morumbi. Martinez arrancou rápido e chutou firme, mas Rogério, bem posicionado, fez a defesa. Só no final do primeiro tempo o São Paulo conseguiu balançar as redes. Após cruzamento na área, Alex Silva escapou da marcação e cabeceou firme para marcar aos 40 minutos.
No segundo tempo, a partida continuou aberta. Na defesa, Rogério teve bastante trabalho. No ataque, as principais jogadas passavam pelos pés de Jorge Wagner. Os cruzamentos e as faltas levavam perigo ao gol rival. Muricy tirou André Dias, lesionado, para a entrada do lateral Éder. E, na primeira jogada do lateral, a bola sobrou para Adriano, que finalizou ao gol, mas Ospina fez a defesa.
O atacante Dagoberto entrou em campo no lugar de Borges e a equipe passou a se movimentar mais. Aos 32 minutos, após Rogério não segurar uma cobrança de falta, um jogador do Atlético Nacional tocou a bola para o fundo das redes, mas o árbitro Carlos Torres marcou impedimento e anulou o lance atendendo solicitação do auxiliar. Assim, o São Paulo conquistou a vitória e assegurou a liderança do seu grupo.
Rogério Ceni escapa
Antônio Carlos Meccia, procurador do Tribunal de Justiça Desportiva, decidiu não levar Rogério Ceni a julgamento pela “mãozada” em Valdivia durante o clássico de domingo, no Palestra Itália. Meccia disse que não viu maldade no gesto do goleiro são-paulino. “Não senti intenção de agressão. Foi um gesto de quem quer pedir calma ao outro jogador. Além disso, por tudo o que o Rogério já fez pelo esporte brasileiro, não achei que era o caso de levá-lo a julgamento.” Meccia afirmou que levou em conta também uma declaração de Valdivia sobre o episódio. “Ele disse que tinha sido um tapa de amizade, não?”
Eleições
Juvenal Juvêncio foi reeleito para comandar o São Paulo por mais três anos. O atual mandatário recebeu 147 votos, contra 64 do oposicionista Aurélio Miguel. Dos 239 conselheiros aptos a votar, 213 compareceram - houve dois votos nulos. A vitória de Juvenal não é uma surpresa. Na eleição do Conselho Deliberativo, a situação já havia conquistado 62 das 80 cadeiras. No discurso da vitória, Juvêncio não deixou de cutucar o rival Palmeiras. “O processo foi muito correto. O São Paulo é um clube grande. Vocês jamais verão gás de pimenta aqui.”
São Paulo Rogério; Alex Silva, André Dias (Éder) e Miranda; Zé Luis, Richarlyson, Hernanes, Éder Luís (Fábio Luís) e Jorge Wagner; Borges (Dagoberto) e Adriano.
Atlético Nacional Ospina; Chará, Carlos Díaz, Moreno e Martínez; Zúñiga, Amaya, Ramírez (Vélez) e Córdoba (Murillo); Galván e Villagra (Valencia).
Árbitro Carlos Torres