Vivendo grande fase na carreira, o volante noroestino Júlio sabe como ninguém das dificuldades que sua equipe terá pela frente diante do Grêmio Barueri, neste sábado, às 18h10, em Bauru, no primeiro jogo das finais pelo Título do Interior. Júlio foi um dos destaques da equipe da Grande São Paulo, que conquistou três acessos e se tornou uma das grandes forças do Estado de São Paulo. Porém, como a carreira de jogador de futebol, principalmente nos tempos atuais, é marcada por freqüentes mudanças de cidades e clubes, o jogador acertou sua transferência para o Norusca até o final do ano.
Totalmente ambientado com o clube bauruense, companheiros de elenco e cidade, esse pernambucano de 27 anos - casado com Gabrielle e pai de Laura, de apenas três meses, e que começou a jogar futebol no Porto de Caruaru - terá papel importante no sentido de atuar como um “espião”.
“O Barueri chegou com méritos e é uma equipe que merece todo nosso respeito. A exemplo do Noroeste, a cobrança em cima de resultados é grande. Jogar na Arena Barueri é complicado, eles saem mesmo para o jogo. Já em Bauru, como o empate é deles, não acredito numa postura ofensiva. Cabe ao nosso time impor um ritmo forte, fazer o resultado e jogar mais tranqüilo na partida da volta”, revela o volante, que é sempre elogiado pela forte marcação e qualidade nos desarmes.
Quando questionado de qual volante foi ou é fã, uma surpresa: não pelo futebol que demonstrava em campo, já que foi um dos maiores volantes da década de 90, mas apenas pelo fato de não ser brasileiro. Júlio tem no ex-volante argentino Fernando Redondo, que brilhou no Real Madrid e seleção Argentina, seu grande ídolo na posição.
“Gostava muito de assistir o Fernando Redondo jogar. Era um volante que saia para o ataque, mas tinha na marcação o seu forte. Quando via o Redondo em ação, procurava imitar o seu modo de atuar em campo”, complementa o jogador, que não esquece de mencionar volantes brasileiros e de sua geração. “O Hernanes, do São Paulo, e o Léo Lima, do Palmeiras, são volantes que estão em grande fase”, opina.
Sobre o fato de trabalhar com o técnico noroestino Márcio Bittencourt, também um dos grandes volantes do futebol brasileiro na década de 90, e contemporâneo do argentino Fernando Redondo, Júlio, além de ter acompanhado Bittencourt quando era jogador, também destaca os conselhos dados pelo técnico.
“Aprendi muito com o Márcio, principalmente posicionamento, marcação. Ele (Márcio) me mostrou a importância de sair mais para o jogo. Essa dica foi fundamental no meu gol contra o Mirassol. Fora de campo, a parte motivacional no dia-a-dia me ajudou bastante e o nosso grupo”, conta Júlio, que nega o interesse de outros clubes no seu futebol, mas sabe que a grande fase que atravessa despertará o interesse de outros times.
“No mundo do futebol esse tipo de interesse sempre existe. Mas, realmente, estou só pensando nesses dois jogos decisivos, até porque tenho contrato até o final do ano e permanecer aqui no o Noroeste será um prazer”, conclui Júlio.