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Portadores de hepatites B e C terão ambulatório para tratamento no HE

Da Redação
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No próximo mês, o Hospital Estadual de Bauru “Arnaldo Prado Curvêllo”, sob gestão da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Famesp, colocará em funcionamento mais um serviço de referência para os 68 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde-6 (DRS-6).

Trata-se do ambulatório de atendimento a pacientes com hepatites virais B e C, que iniciará os trabalhos oferecendo dez vagas semanais até completar a capacidade de 80 atendimentos para um período de seis meses.

O ambulatório irá receber pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde com diagnóstico de hepatite viral (a maioria das unidades básicas de saúde realiza exames de sorologia para a doença). As consultas serão realizadas todas as quintas-feiras, com início em 8 de maio, sempre a partir das 8h.

Os médicos responsáveis pelo atendimento são o infectologista Gustavo Kawanami e o gastroenterologista Fernando Gomes Romeiro. Além da assistência médica e de enfermagem, os portadores de hepatite B e C terão apoio de equipe multiprofissional formada por nutricionista, psicólogo e assistente social.

De acordo com o especialista Fernando Romeiro, o paciente vai receber todo o suporte, desde os exames mais específicos - como a biópsia hepática - até a medicação necessária para o tratamento que dura no mínimo seis meses. “A dose vai ser aplicada uma vez por semana em ambiente hospitalar sob observação dos profissionais. O custo semanal do tratamento, por paciente, gira em torno de R$ 1 mil e toda a medicação será fornecida pela farmácia de alto custo instalada no hospital.”

Existem vários tipos de hepatite, todas causadas por vírus. Boa parte dos portadores de hepatite B e C só descobrem a doença quando ela já está em fase avançada.

A hepatite é considerada um mal silencioso que compromete o funcionamento do fígado levando a pessoa a ter cirrose hepática até a perda total de sua função. Em alguns casos pode evoluir até mesmo para câncer.

A hepatite do tipo A se apresenta sempre de forma aguda e é identificada mais facilmente por causa dos sintomas: mal estar geral, aparência amarelada da pele e dos olhos, náuseas e falta de apetite. A cura da hepatite A acontece espontaneamente, sem necessidade de medicação.

Já as hepatites dos tipos B e C também se manifestam de forma aguda, porém suas características podem levar a um quadro de infecção crônica. Após alguns anos a maioria dos portadores vai desenvolver cirrose com perda da função do fígado. Somente nesta fase aparecem os sintomas que tornam a doença mais evidente: o inchaço do corpo com retenção de líquido na barriga, o tom amarelado da pele, sonolência e até confusão mental. Em casos mais avançados ocorrem vômitos com sangue (hemorragia digestiva).

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