O gerente regional da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) no Estado de São Paulo, Janor Alfredo Basilio Dias, garantiu que Bauru não ficará sem a atuação de companhias aéreas. A preocupação existe desde que Anac anunciou a possibilidade de suspender os serviços da Pantanal Linhas Aéreas, a única a operar no município. O motivo é o não-cumprimento do prazo determinado pela agência reguladora para a entrega de documentos que comprovassem a regularidade trabalhista e fiscal da empresa. Desde o dia 25 de março, uma liminar garantiu a manutenção das atividades da Pantanal. A agência recorreu da decisão e o caso está na Justiça.
“A documentação é uma exigência. Todas as empresas apresentam. Não podemos privilegiar algumas em relação a outras”, pondera. Mas ele reitera que a cidade não ficará desprovida de vôos para a Capital. “Não existe intenção nenhuma de deixar Bauru descoberta”, enfatiza.
Dias destaca que outras empresas procuraram a entidade para verificar a viabilidade de assumir os vôos da Pantanal. Ele explica que se houver a disponibilidade, e a empresa estiver com documentação em dia, a Anac deve analisar a solicitação. “Se estiver tudo ok, a Anac autoriza”, diz.
A Benedito Luiz da Silva, da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), entidade autora da ação civil pública contra a Anac, enfatiza que a preocupação da instituição é que a cidade fique sem vôos para a Capital. “E também com a manutenção deste serviço. Não queremos ficar desguarnecidos e se caso uma nova empresa assuma esta linha, que seja uma companhia que tenha sustentação econômica, para operar sem sustos”, afirma.
Instrumentos
A instalação do equipamento que permite o pouso de aeronaves por instrumentos no aeroporto Moussa Tobias deverá ser concluída até o final do ano. A estimativa é do superintendente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Sérgio Augusto de Arruda Camargo, que na noite de ontem também participou do lançamento do Encontro Geral de Aviação (Egav), no Aeroclube de Bauru.
De acordo com Camargo, na próxima semana deve ser publicado o edital de licitação para a contratação da empresa que vai efetuar o serviço. “O equipamento já foi adquirido. O projeto para a instalação está concluído. Com a publicação do edital, acredito que até o final do ano o equipamento já esteja em operação”, afirma o superintendente.
Para ele, a melhoria deverá trazer mais segurança ao aeroporto. “O governo investiu em infra-estrutura e segurança. Agora, o comércio também deve contribuir e estimular o setor para movimentar e atrair investimentos”, pondera.