Economia & Negócios

Custo de serviço bancário varia até 200%

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

Quem utiliza serviços bancários muitas vezes não imagina os custos cobrados pelas instituições por esses procedimentos. A taxa embutida em saques através de conta corrente ou poupança pode chegar a até R$ 3,60 por operação. Os bancos são responsáveis pelos valores e nem sempre o consumidor está atento a isso antes de abrir uma conta. A variação pode chegar próximo a 200%.

Atualmente, as tarifas são cobradas para todas as transações bancárias realizadas nos terminais de auto-atendimento, pela Internet ou por qualquer outro meio - a exceção são transferências a partir da mesma titularidade e agência bancária. “O ideal é a cotação de preços”, adverte a economista Márcia Elaine da Silva Almeida, especialista em administração financeira.

Ela explica que, para os dois tipos de clientes bancários existentes (quem procura crédito ou aplicação financeira), o primeiro é quem mais sofre. “O tomador de crédito faz saques no banco 24 horas e paga por isso”, explica. “Já quem procura por aplicação financeira canaliza as operações em um único banco”, compara.

Para driblar o número excessivo de taxas, a economista orienta o cliente a adquirir um pacote de serviços. Nessa modalidade, o valor mensal cobrado dá direito a vários serviços, como renovação de cadastro, saques e extratos do mês anterior. Mas cuidado. Dependendo do banco e do que está incluído no pacote, a opção custa entre R$ 9,00 e R$ 44,00. Mesmo que a quota disponível não seja alcançada, no entanto, o valor permanece inalterado. A opção é aconselhável para quem faz muitas movimentações.

Internet

Até mesmo os serviços como retirada de talão de cheque e procedimentos feitos pela Internet precisam ser utilizados com cautela. “O banco cobra por cada folha e é inviável gastar com valores pequenos”. Para cheque acima de R$ 100,00 não há tarifa. Cada banco possui uma tabela com os valores. “A verdade é que a instituição financeira tem que lucrar de alguma forma”.

Na Internet, uma transferência pode chegar a R$ 9,00 e é debitada em conta corrente. Como alternativa, o usuário pode se dirigir à instituição e fazer o depósito na conta do contemplado. Ou seja, o banco oferece comodidade, porém, cobra por isso.

O índice de reclamações envolvendo taxas de serviços bancários é ínfimo na cidade. Segundo o coordenador do Procon de Bauru, Amauri Roma, não há o que fazer nos casos em que o consumidor se sinta lesado em relação a valores cobrados. Ao abrir uma conta, o futuro cliente já concordou com as tarifas praticadas pela instituição.

“O que regula o valor é a concorrência entre os bancos, por isso, nada melhor que a pesquisa”. A Fundação Procon disponibiliza mensalmente através do site www.procon.sp.gov.br as tarifas praticadas pelo bancos.

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Banco: quanto menos usar, melhor

O economista Francisco Paulo de Oliveira Lima adverte: utilizar ininterruptamente os serviços bancários faz mal ao bolso. Para Lima, o ideal é o consumidor recorrer às instituições financeiras apenas quando necessário. “O bolso agradece”, sintetiza.

Como o valor das taxas muitas vezes é baixo, ele afirma que as pessoas não percebem que o acúmulo de valores pode se tornar uma bola de neve ao final do mês. “Quando se paga um financiamento, são cobradas taxas para cada pagamento efetuado. O correto é fazer uma poupança para depois comprar à vista ou dar uma boa entrada”, conclui.

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