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Menino de 9 anos é morto em universidade

Folhapress
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Presidente Prudente - Um menino de 9 anos foi encontrado morto, com duas perfurações no tórax e sinais de asfixia, em sua casa, que fica dentro do campus da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), em Presidente Prudente (565 quilômetros a oeste de SP).

O corpo de Danilo de Souza Oliveira foi localizado na noite de anteontem pelo pai do garoto, o encanador Gilberto Alves de Oliveira, que trabalha na universidade. Havia uma faca com manchas de sangue embaixo da cama da criança, a porta da casa estava arrombada e o vidro de uma das janelas, quebrado. Apesar de não ter informações sobre roubo de objetos da casa, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte ou lesão corporal grave). “Arrombamento é característico de crime patrimonial. Acreditamos que o menino surpreendeu o ladrão dentro da casa e por isso houve o crime. Possivelmente o garoto o conhecesse ou (foi morto) para assegurar a impunidade”, disse o delegado Antenor Pavarina.

O menino era filho único de um casal que trabalha na Unoeste e vive em um alojamento dos funcionários. Seu corpo foi enterrado ontem à tarde, na cidade de Alfredo Marcondes, vizinha de Presidente Prudente. Os pais foram internados em estado de choque após a confirmação da morte da criança. Durante o velório, passaram mal e tiveram de ser sedados. Eles devem prestar depoimento hoje. “Tão logo tenham condições psicológicas, vamos saber deles se algo foi subtraído da casa e se a faca pertence à residência”, disse o delegado.

Até o início da noite de ontem, dez testemunhas tinham sido ouvidas e nenhuma pessoa havia sido presa. O único suspeito, um morador das proximidades, foi liberado após depor na madrugada de anteontem - a polícia concluiu que ele não teve participação no crime. A única pista que a polícia tinha até ontem à tarde era a impressão da palma da mão da pessoa que arrombou a porta da casa.

A Unoeste informou, por meio de sua assessoria, que o local onde ocorreu o crime é “específico para alojamento de funcionários e não há circulação de estudantes”. Disse ainda que a área conta com “vigilância 24 horas por dia” e a instituição está “à disposição da polícia para ajudar a elucidar o caso”.

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