Regional

Três são acusados de suborno para celular chegar ao CDP

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – Duas melhores e um homem foram presos ontem à tarde em Jaú por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), acusados de formação de quadrilha e corrupção ativa. Eles teriam oferecido dinheiro a um agente do Centro de Detenção Penitenciária (CDP) de Bauru para que este entregasse um celular a um detento da unidade. Pelo “serviço”, ofereceram R$ 1 mil.

O delegado Edmilson Marcos Bataier, titular da DIG, conta que o agente penitenciário, cujo nome ele não divulgou, procurou a delegacia após ter recebido a proposta para registrar boletim de ocorrência. “Ele nos relatou que foi procurado por Daniela Fernanda Cataneo Lopes, mulher do detento, e por Alessandro Ferrari. Eles ofereceram dinheiro para que um celular novo chegasse a Gilberto Benedito Lopes, vulgo Tico”, que está preso por tráfico no CDP”, relata.

O agente penitenciário foi orientado pelo delegado a simular que aceitou a proposta e combinou um lugar, ontem à tarde, para receber o celular destinado ao detento do CDP. “Nós montamos campana no local marcado com vários policiais. Chegaram, de carro, Daniela, Alessandro e Roberta Janaína de Souza Lopes. Acompanhamos Daniela entregando o celular ao agente penitenciário e R$ 500,00 – os outros R$ 500,00 seriam pagos quando o celular chegasse ao preso. E os outros dois, Alessandro e Roberta, ficaram do lado de fora do local, observando”, conta o delegado.

Logo após a entrega do dinheiro e do celular, um aparelho novo com nota fiscal em nome de Daniela, os policiais acompanharam Daniela entrar rapidamente no carro, onde o casal a esperava. Os policiais, que estavam camuflados no local, deram voz de prisão aos três, que foram encaminhados à delegacia e autuados por formação de quadrilha e corrupção ativa.

O delegado Bataier ressalta que, neste caso, a polícia aplicou o flagrante esperado, não preparado. “O flagrante esperado é aquele que a situação toda é provocada pelos acusados e a polícia apenas espera que ela ocorra para flagrar”, explica.

A pena prevista para formação de quadrilha é de um a três anos de reclusão. E para corrupção ativa, de um a oito anos de prisão. As duas mulheres seriam encaminhadas ao presídio feminino de Dois Córregos enquanto o homem seria recolhido à cadeia de Barra Bonita.

Comentários

Comentários