O PSDB de Bauru não pode restringir a participação de nenhum nome no arco de alianças visando a eleição de Caio Coube à sucessão de Tuga Angerami. Essa é a opinião do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) a respeito de eventuais restrições na discussão de nomes para compor a chapa como vice e ao grupo a ser formado para coligações ainda no primeiro turno neste ano.
Ao participar do evento de inauguração do projeto Ecoparque, ontem em Duartina, acompanhando os secretário e sub-secretário da Casa Civil do governo estadual, respectivamente Aloísio Nunes Ferreira e Rubens Emil Cury, Pedro Tobias comentou os andamentos das negociações internas na legenda.
Indagado a respeito de restrições a uma aliança que exija a inclusão de nomes do atual governo, Tobias foi enfático: “Eu não realizo esse processo, mas tenho minha opinião. O PSDB tem de pensar na governabilidade da cidade e não só em vencer a eleição deste ano. E para isto tem de pensar que tem gente boa, com bom perfil, no governo atual e em outros partidos também. Se quer vencer a eleição e ter condições de governar, não pode fazer restrição a ninguém”, disse.
Para o deputado, é evidente que os demais partidos interessados em conversar com o PSDB sabem que a cabeça de chapa é de Caio Coube. “O candidato a prefeito mais bem posicionado e com uma proposta para cidade em discussão há mais tempo é o Caio. Então, o PSDB não pode ficar achando que esse ou aquele, porque atuou no governo, não serve. Par governar com maioria não é assim. Temos critérios de boa conduta, mas não se pode rejeitar nomes. O PSDB perde a eleição mais para ele do que para adversários se tiver esse comportamento”, acrescentou.
Na avaliação de Tobias, o partido tem de levar em conta que dividir votos onde o nome de Caio encontra-se solidificado, como nas classes A e B, é ruim. “Tem de somar votos e não dividir. E pelo bem da cidade. Agora tem de buscar um perfil que aglutine também nas demais classes, porque é nosso projeto e é onde a cidade mais precisa”, comentou.
Sobre as chances da divisão de votos oferecer oportunidade de segundo turno com o grupo do ex-prefeito Izzo Filho, que tem a esposa Rosa lançada como pré-candidata pelo PDT, o deputado é mais cético: “É um direito de qualquer um ser candidato, mas o ciclo do Izzo acabou e foi pelos resultados que se fez na cidade. Tem sim uma parcela de eleitores, de 15% a até 20% é normal. Mas se formar um grupo coeso e aberto o PSDB não tem o que temer pelo bem da cidade. O perfil do Caio é bem diferente do que tivemos no passado”, completou.