Aviador na horas vagas, o jornalista Willian Waak também esteve em Bauru ontem, durante os eventos Voa Bauru e Egav. Piloto há pouco mais de um ano, ele confirma que seu repertório na área o ajudou na apuração de casos como os acidentes da TAM e da Gol.
“Ajudou muito. O trabalho com a fonte no setor aeronáutico supõe do jornalista um conhecimento prévio adequado. E a fonte percebe que o entrevistador não domina o assunto. Evidentemente, solta menos informação do que poderia”, explica. Acompanhado da esposa, que também deve brevetar logo, o apresentador do Jornal da Globo veio à cidade com o avião do casal, um Cessna Skyhawk.
“Já trabalhei em Bauru um monte de vezes para o Jornal Nacional, para fazer matéria como repórter. Agora estou aqui como civil, como turista, aproveitando o evento, que é ótimo. O pessoal de aviação é sempre preocupado em aprofundar conhecimento. O lugar é uma delícia, o clima é uma beleza. Todo mundo que voa se conhece”, comenta.
Waak confessa que queria ser piloto, não jornalista. Atualmente, no entanto, voa com a concessão da profissão. “Agora que estou velho, que estou na apresentação do jornal, tenho horário fixo de trabalho e aproveito para pilotar. É uma conquista”, diz. Com ela, conseguiu trabalhar de forma mais aprofundada acidentes aéreos.
Em junho do ano passado, o Airbus-A320 da TAM chegou a pousar no aeroporto de Congonhas, não conseguiu frear e bateu contra um prédio da TAM Express. Ao todo 199 pessoas morreram. Já em setembro de 2006, o vôo 1907 da Gol caiu sobre uma área de floresta no Estado de Mato Grosso, depois de colidir no ar com o Legacy da ExcelAire. Todas as 154 pessoas a bordo morreram no acidente, que desencadeou uma crise no setor aéreo brasileiro
“Realmente fez diferença. Tivemos mais entendimento em certas situações que são decisivas”, conclui.