Regional

Teatro vai recuperar área abandonada e ampliar cultura

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Nos próximos anos, Lençóis Paulista vai respirar cultura. Um espaço abandonado há anos, que abrigou uma siderúrgica, vai se tornar um parque que será batizado de Sidelpa, mesmo nome da siderúrgica. A pedra fundamental do teatro será lançada hoje e faz parte das comemorações do aniversário de 150 anos da cidade.

Projetado com a grife do arquiteto bauruense Jurandyr Bueno Filho, o teatro está orçado em R$ 2,1 milhões e receberá doações da Lei Rouanet de incentivo à cultura. Ocupará uma área de 56.744 quadrados e terá 592 lugares, com assentos especiais para obesos e portadores de necessidades especiais.

O parque completo, com anfiteatro, centro de artes e cultura, playground, quadras poliesportivas e jardins, não será entregue pela administração de José AntonioMarise (PSDB). Para início das obras, a prefeitura precisa ter um caixa de 20% do valor total. A sistemática é adotada para evitar o início da obra e a falta de recursos para concluí-la. “Já temos os recursos. Estamos cuidando do entorno, que é um complexo. Vamos deixar o projeto e o entorno prontos, verba aprovada, o ‘start’ vai ser dado”, comenta o prefeito.

Para a diretora de Educação e Cultura, Izabel Cristina Campanari Lorenzetti, o parque vai revitalizar uma área nobre da cidade. “É ao lado do parque de exposições.”

Ela explica que os projetos culturais na cidade têm se pautado na formação do público. “Nossos projetos têm sido na formação de público. Temos grupos muito bons de dança, teatro, músicos, além da orquestra de sopro, que já se apresentou em todo o Brasil.”

Na opinião dela, o teatro vai ser um avanço cultural muito grande para a população lençoense. “Os nossos artistas e os que grupos de fora se apresentam num auditório de 120 lugares na Casa da Cultura. O teatro vai ter perto de 600 lugares.”

Educação

Na área de Educação, Lençóis tem o que comemorar nos seus 150 anos. O ensino fundamental é municipalizado e nas 32 escolas o sistema é apostilado, comemora Izabel Lorenzetti. “Implantamos o ensino fundamental de nove anos desde o ano passado. Temos uma educação inclusiva, escolas de período integral em uma e outra, que começou ano passado.”

Na escola de período integral, comenta a diretora, há aulas de dança pintura, música e teatro, monitores de recreação e aulas de inglês. “Todos os nossos alunos de 1ª a 8a série têm aulas inglês.”

Com tantos atrativos a evasão escolar, ao contrário de muitos municípios, é quase zero. Mas é no ensino infantil que a cidade ainda apresenta carências, segundo a diretora. “As creches começam a funcionar lotadas e com lista de espera. Situação semelhante a constatada em todo o Brasil. Desde o início dessa administração já dobramos o atendimento, mesmo assim ainda faltam equipamentos para acolher as crianças.”

A diretora anuncia a entrega de uma escola infantil para o meio do ano. “Estamos entregando uma no Jardim Caju. No Jardim Açaí há uma em construção que deverá ser entregue no final desse ano ou no início do próximo, ambas com 120 vagas.”

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