Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, a falta de divulgação não é o principal entrave para impulsionar as ações do Banco do Povo em Bauru. Ele acredita que as informações chegam ao público-alvo e que o empecilho para o fechamento de contratos é a burocracia. “Não falta visibilidade ao Banco do Povo, pois o Poupatempo atende muita gente por dia e o número de agentes de crédito é suficiente. O problema são as condições oferecidas”, ressalta.
A Prefeitura Municipal de Bauru entregou ao diretor-executivo do Banco do Povo Paulista, Antonio Sebastião Teixeira Mendonça, uma proposta de implantação de regime simplificado para acesso aos créditos concedidos pelo órgão. O documento é direcionado ao secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos.
A entrega foi formalizada durante o seminário “Caravana do Empreendedorismo”, realizado em Bauru. O documento elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico sugere a instituição de um regime simplificado para o microcrédito no valor de até R$ 1 mil. Identificadas as restrições do interessado em órgãos como SPC e Serasa, poderão ser consignados até 30% do valor pleiteado para cobrir débitos inscritos em seu nome, sendo que somente após a comprovação do levantamento das restrições a parcela referente ao projeto seria liberada.
A proposta inclui, ainda, substituição da exigência de fiador por declaração de entidade não-governamental, de cunho social ou profissional, que abone o projeto e o interessado, mantida a alienação do bem financiado, já existente. A prefeitura ressalta que as sugestões levam em consideração o baixo número de contratos realizados mensalmente na agência local do Banco do Povo Paulista.
Pesquisa indica que 92 interessados não puderam concretizar a operação por possuírem restrições cadastrais e 38 não conseguiram avalistas nas condições previstas pelo programa, apesar de preencherem os pré-requisitos para a concessão do crédito. O governo do Estado reconhece que em todos os programas de microcrédito é baixo o índice de inadimplência, quando acompanhado dos cuidados de análise e fiscalização do projeto, prática salutar do Banco do Povo Paulista.
O documento observa, ainda, que a maioria do público-alvo do programa é formada por microempreendedores, quase sempre na informalidade, ou de microempresas que se formalizaram recentemente. Grande parte desse universo, pelas regras atuais, não tem acesso ao crédito do Banco do Povo Paulista.