Nacional

PT de BH confirma aliança com Aécio

Por Paulo Peixoto | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Belo Horizonte - O PT de Belo Horizonte oficializou ontem a resistência e o confronto com a Executiva Nacional petista ao aprovar moção de “repúdio e indignação” contra a cúpula do partido que proibiu aliança eleitoral com o PSDB do governador Aécio Neves, aliado do prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel (PT).

Por ampla maioria dos 406 delegados do encontro municipal foi aprovada a moção, seguida de discursos recheados de palavras contra a Executiva. No ato, também foi aprovado o nome de Márcio Lacerda (PSB), secretário no governo Aécio, para ser o candidato da aliança e foi indicado o deputado estadual petista Roberto Carvalho para vice.

Pimentel responsabilizou petistas de “São Paulo e do Rio Grande do Sul e de outro Estado” pelo que chamou interferência nas decisões de Belo Horizonte. “Não vamos tolerar.”

A moção ressalta as alianças feitas nos últimos 16 anos, tempo que o PT comanda a Prefeitura de Belo Horizonte, e encerra falando em “não medir esforços e ações” para garantir a aliança, embora em nenhum momento tenha sido citado o PSDB e Aécio. “Repudiamos com indignação qualquer postura autoritária, antidemocrática, sectária, pré-concebida e pré-determinada que venha se contrapor aos interesses da cidade e do partido, desrespeitando o seu órgão máximo de decisão que é o encontro de delegados do município.”

Diz ainda a nota: “É por essa razão que repudiamos a orientação isolacionista e a tentativa de impor uma tática eleitoral hegemonista e excludente, que nada tem a ver com a cidade e conflita com o desejo explícito da população e da base partidária. Não mediremos esforços e ações para assegurar o melhor para a cidade e para o partido”.

Pimentel, ao discursar, criticou o fato de os dirigentes petistas, “muitas vezes ocupados com os assuntos de Brasília e de outros lugares do Brasil”, não prestarem atenção no que é feito na capital mineira e “atropelam a vontade da cidade”. “Não podemos aceitar e admitir, não vamos tolerar que venham nos dizer, lá de São Paulo, do Rio Grande do Sul, do outro Estado da Federação - que têm trajetórias políticas diferentes das nossas, e menos exitosas e vitoriosas -, o que é que temos que fazer, com quem devemos nos aliar, de quem devemos aceitar apoio.”

PSB

Márcio Lacerda disse ser um “equívoco” a proibição da Executiva petista e disse que “a aliança PSDB, PT, PSB e outros partidos dá um passo adiante na valorização da política que reúne homens de boa vontade”.

No PT-BH, a decisão é dar curso normal às negociações para a formação da aliança. Mas isso só será concretizado em junho, na convenção oficial. E como não há nenhuma citação ao nome do PSDB nas atas, os dirigentes municipais entendem que nada pode ser feito pela direção nacional.

Pimentel mantém o discurso de ir à Justiça, se necessário, por entender que um ato da Executiva não tem força para anular o resultado de uma convenção. Amanhã, em Brasília, o PSB reúne a sua direção nacional para discutir a proibição de excluir o PSDB de Aécio da chapa.

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