Política

Paulo Martins, Borges e Agostinho discutem articulação para a eleição

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

Normalmente discutido em ambientes reservados e longe de jornalistas, o processo de sucessão municipal ganhou novos contornos ontem com a opinião de três vereadores sobre as eleições deste ano em plena sessão da Câmara Municipal de Bauru. A sucessão municipal foi abordada, ao longo da sessão de ontem, por Paulo Eduardo Martins Neto (DEM), Marcelo Borges de Paula (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB).

Há consenso entre vários políticos bauruenses de que o quadro atual está atípico, com muitas pré-candidaturas a prefeito de Bauru lançadas e pouca movimentação efetiva para possíveis composições. Uma realidade é dada como certa: não serão todos os pré-candidatos que irão até o final para disputar os eleitores encabeçando a chapa. O principal problema é o alto custo de uma campanha.

Segundo Paulo Eduardo Martins Neto (DEM), a tendência de seu partido é não entrar no páreo sozinho, ou seja, formar uma chapa pura. A proposta é que Rodrigo Agostinho (PMDB) aceite ser vice de José Clemente Rezende. O próprio demista aproveitou um evento na capital paulista semana passada e falou com o presidente do diretório estadual do PMDB, Orestes Quércia, para opinar por um acordo entre os dois partidos.

Sobre a possibilidade de o ambientalista alinhar-se com a Frente Democrática por Bauru, Martins comentou que são fortes as chances de uma aliança com Caio Coube (PSDB). Com as interrupções na pauta da sessão de ontem e os intervalos nos discursos, a movimentação foi sendo ampliada.

O tucano Marcelo Borges falou sobre a possibilidade de coligação. Segundo ele, havia conversações para que PSDB, DEM e PMDB se unissem na campanha eleitoral. Com relação à última sigla, comentou que conversas vinham sendo mantidas com os irmãos Gasparini, Alex - presidente do partido - e Édison Bastos Júnior - presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab).

A respeito de seu posicionamento, Agostinho afirmou que mantém sua pré-candidatura a prefeito e que vem se reunindo com Alex Gasparini para tentar um acordo nesse sentido. O vereador comentou que seu intuito é fechar uma aliança com a Frente, no entanto, os representantes das siglas de esquerda só aceitam falar com Agostinho depois do PMDB definir a questão em nível local. Assim, nota-se que a tomada de decisão do PMDB vai influenciar o processo de sucessão em Bauru.

Comentários

Comentários