Jaú - Um crime de legítima defesa provocado por reação à cobrança de dívida de droga pode ser o motivo do assassinato de Antônio Marcos Braga, 36 anos, a tiros em Jaú (47 quilômetros de Bauru). Inicialmente, a reação a um assalto seria a motivação para o crime, conforme matéria publicada pelo JC no dia 29 de fevereiro deste ano. Porém as investigações da equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú chegaram até Irineu Tadeu Cunha, 32 anos, acusado de efetuar os disparos no dia 27 de fevereiro deste ano.
O delegado Edmilson Marcos Bataier, titular da DIG, explica que Cunha narrou que teria matado em legítima defesa e deu detalhes do crime. Segundo a versão do acusado, haveria uma dívida de entorpecentes que foi cobrada por pessoas que não eram da região de Jaú. “Houve um desacerto e ele (Cunha) percebendo que poderia ser executado, tomou a arma de um dos marginais e fez o disparo”, explica o delegado da DIG.
Bataier diz que tem uma linha de investigação, com elementos colhidos durante o inquérito policial, que confirmam a tese de legítima defesa apresentada pelo autor dos disparos. “É muito próxima da verdade essa versão por ele apresentada. Pessoas de uma outra região vieram a Jaú para cobrar essa dívida”, ressalta.
Bataier esclarece que o inquérito será relatado, com a tipificação de homicídio e a versão de legítima defesa terá que ser apreciada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Justiça da Comarca de Jaú. Bataier acrescenta que faltam algumas diligências para completar as investigações. “Inclusive, algumas pessoas que, num primeiro momento, prestaram depoimentos tentando mascarar a verdade, poderão agora responder criminalmente. Elas mentiram em seus depoimentos”, ressalta.
Cunha permanece em liberdade. Na época da morte, a versão divulgada foir de que seria reação a assalto. Conforme matéria do JC, Braga estaria conversando ao celular na rua Benjamin Constant, no bairro Vila Nova, por volta das 19h40. Na época, uma testemunha teria relatado à Polícia Militar (PM) que o proprietário do aparelho celular teria reagido a um roubo e levado dois tiros no tórax.
Braga foi socorrido ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa de Jaú, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso foi registrado no Plantão Policial. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jaú. Em seguida a DIG passou a investigar e chegou à nova versão para o crime.